Residências nos EUA estão infestadas por gás radioativo invisível: 21 mil mortes anuais atribuídas ao radônio
Estados Unidos registram 21 mil mortes por câncer de pulmão anualmente, causadas pelo gás radioativo invisível conhecido como radônio. O Colorado é o estado mais afetado, com cerca de 500 pessoas morrendo todos os anos sem nunca ter fumado. A concentração média do radônio em residências no Colorado ultrapassa o limite recomendado da Agência de Proteção Ambiental dos EUA
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O gás radioativo invisível está se infiltrando nas residências dos EUA, levando consigo uma tragédia silenciosa. De acordo com os dados fornecidos por Jan Lowery, especialista em epidemiologia, o radônio é responsável por cerca de 21 mil mortes por câncer de pulmão anualmente no país.
O Colorado é um dos estados mais afetados pelo problema do radônio. Lá, aproximadamente 500 pessoas morrem todos os anos vítimas desse tumor relacionado ao gás radioativo entre aqueles que nunca fumaram. Isso coloca o radônio como a principal causa de câncer de pulmão nessa região.
O processo pelo qual o radônio se origina é complexo e natural, resultando da desintegração do urânio presente no solo, especialmente em áreas com rochas graníticas. O gás pode penetrar nas construções através de rachaduras nas fundações ou espaços mal vedados.
A Agência de Proteção Ambiental dos EUA estabeleceu um limite recomendado para a concentração do radônio, que é de 4 picocurios por litro. No entanto, as residências no Colorado registram uma média muito maior: 6,4 picocurios por litro.
Quando o radônio se descompõe em partículas radioativas, essas podem ser inaladas e danificar o DNA das células pulmonares. Se esse dano não for reparado a tempo, aumenta-se a probabilidade de desenvolver câncer após anos de exposição contínua.
A pesquisa realizada no Colorado serve como um alerta para outros países que também podem estar enfrentando problemas semelhantes. Embora tenha sido focada em uma região específica do mundo, o problema do radônio é global e requer atenção das autoridades sanitárias.
Os testes são simples e acessíveis, utilizando kits colocados na área mais habitada por períodos que variam entre 2 a 90 dias. Se os resultados ultrapassarem o nível recomendado, existem sistemas de mitigação capazes de reduzir até 99% da concentração interna do radônio.
O custo desses sistemas pode variar entre €1 mil e €3 mil, mas as autoridades sanitárias enfatizam que detectar e corrigir a presença de radônio em casa é um investimento direto na saúde pública.