Ciência

Robôs 'invencíveis' desenvolvidos nos EUA podem continuar operando após sofrer danos severos

14 de Março de 2026 às 09:07

Pesquisadores dos Estados Unidos desenvolveram robôs "invencíveis" com partes independentes e inteligência artificial. Essas estruturas, chamadas legged metamachines, podem continuar operando após sofrer danos ou serem separados em partes. Cada unidade contém bateria, motor e sensores próprios para manter a operação mesmo sem componentes críticos.

A equipe apresentou um sistema robótico modular que pode atuar individualmente ou conectado de diferentes maneiras, com módulos autônomos que podem continuar funcionando normalmente após danos. O estudo foi publicado na revista científica PNAS em 6 de março de 2026.

A pesquisa visa resolver o problema da fragilidade das máquinas projetadas para cenários controlados, permitindo que os robôs se adaptem a superfícies irregulares e enfrentem impactos

Pesquisadores dos Estados Unidos desenvolvem robôs "invencíveis" com partes independentes e inteligência artificial.

Uma equipe de cientistas da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, apresentou um sistema robótico modular que pode continuar operando mesmo após sofrer danos severos ou ser separado em partes. Essas estruturas, chamadas legged metamachines, são compostas por módulos autônomos que podem atuar individualmente ou conectados de diferentes maneiras.

Cada unidade desses robôs contém bateria, motor, sensores e processamento próprios o suficiente para manter a operação mesmo quando perde componentes críticos. Isso significa que se um módulo for danificado ou separado do conjunto principal, os outros membros da máquina continuarão funcionando normalmente.

O estudo foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) em 6 de março de 2026 e descreve a capacidade desses robôs "não morrerem" como uma forma simplificada do seu funcionamento. Na verdade, o que os pesquisadores observaram é uma máquina feita de partes independentes onde cada módulo continua funcional mesmo fora da estrutura principal.

Em vez de depender de um corpo único e vulnerável a falhas críticas, essa arquitetura distribui energia e comando entre várias peças. Isso significa que a perda de um segmento não interrompe automaticamente o funcionamento do restante do sistema.

Os módulos robóticos têm cerca de meio metro de comprimento e operam com apenas um grau de liberdade mecânica, ainda assim conseguem realizar ações como rolar, virar e saltar quando sozinhos. Quando conectados em diferentes arranjos corporais, formam máquinas maiores que podem desempenhar papéis variados dentro do corpo montado.

Um dos pontos centrais da pesquisa é o uso de inteligência artificial no design dessas máquinas. Em vez de os engenheiros definirem manualmente um corpo final inspirado em humanos, cães ou insetos, a equipe recorreu a um processo computacional baseado na evolução artificial para buscar configurações eficientes de movimento.

Esse método ajuda a explicar por que os robôs têm aparência incomum e como foram gerados "novas espécies" de máquinas. A IA simulou combinações, descartou as menos eficazes e reteve as mais promissoras, numa lógica comparável à seleção evolutiva.

A equipe testou protótipos com três, quatro e cinco módulos em ambientes externos sobre diferentes superfícies irregulares. Nessas condições, os robôs conseguiram correr, saltar e se desvirar sem necessidade de reconfiguração complexa antes do uso.

O resultado da pesquisa responde a um problema recorrente na área: a fragilidade das máquinas projetadas para cenários controlados. Robôs terrestres podem funcionar bem em laboratório, mas enfrentam limitações quando lidam com superfícies irregulares ou após sofrer impactos.

A equipe propõe uma arquitetura mais adaptável que distribui o funcionamento entre módulos completos e não representa necessariamente a paralisação total da máquina mesmo em caso de falha de uma parte.

Com informações de Click Petróleo e Gás

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