Rover Curiosity da NASA registra penhascos esculpidos pelo vento no Monte Sharp em Marte
O rover Curiosity, da NASA, registrou penhascos esculpidos por ventos, chamados yardangs, no noroeste do Monte Sharp, em Marte. O veículo atingiu um quilômetro de altitude e planeja coletar dados na base dessas formações durante 2027
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O rover Curiosity, da NASA, registrou no dia 11 de agosto uma composição panorâmica do horizonte de Marte que destaca a presença de yardangs — penhascos esculpidos pela ação dos ventos. A imagem, capturada ao amanhecer, foi montada a partir de seis fotografias individuais da mastcam e processada sem ajustes de balanço de branco para preservar as tonalidades originais da manhã marciana, incluindo nuances de azul em primeiro plano.
Geologia do Monte Sharp
As formações de yardangs estendem-se por aproximadamente 16 quilômetros na região noroeste do Monte Sharp. A montanha, que possui cinco quilômetros de altura, vem sendo explorada pelo astromóvel desde 2014. Recentemente, o veículo atingiu a marca de um quilômetro de altitude, o ponto mais elevado já alcançado por qualquer missão em Marte.
A estrutura do Monte Sharp é composta por diversas camadas que funcionam como registros cronológicos da história do planeta. Estudos dessas camadas revelaram a existência de rios e lagos que cobriam a região há bilhões de anos. Com a evaporação da água, restaram minerais salgados que, ao longo de milênios, deixaram de se depositar na montanha e foram parcialmente removidos pelo vento, originando os penhascos.
Próximas etapas da missão
Atualmente no segundo ano de sua quinta missão, o Curiosity avançará durante a maior parte de 2027 pela superfície marciana. O foco da exploração serão as camadas ricas em carbonatos e sulfatos.
O objetivo central é que o rover chegue à base dos yardangs para utilizar seu braço robótico na coleta de dados inéditos. Essa etapa é fundamental para que os astrônomos compreendam a formação exata desses penhascos.
De acordo com Ashwin Vasavada, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, a camada de yardang apresenta características anômalas, como inclinações incomuns e coloração divergente em relação ao restante da montanha. Uma das hipóteses levantadas para explicar essa composição é a deposição de cinzas provenientes de antigas erupções vulcânicas.