Rover Curiosity encontra vasta região com estruturas geométricas em Marte
O rover Curiosity detectou no Valle Grande, em Marte, uma área extensa de fraturas poligonais com dimensões entre quatro e oito centímetros. As estruturas geométricas foram registradas nos dias 19 e 20 de junho durante a exploração do Monte Sharp
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O rover Curiosity, da NASA, identificou uma vasta região em Marte composta por pequenas estruturas geométricas que remetem a favos de colmeia. As formações, tecnicamente chamadas de fraturas poligonais, foram registradas nos dias 19 e 20 de junho, durante a ascensão do veículo por um vale denominado Valle Grande.
A amplitude dessa descoberta é inédita, pois, embora tais padrões já tivessem sido observados em outros locais do planeta, nunca haviam sido encontrados em uma área tão extensa. Em um panorama de 360 graus, as figuras geométricas surgem em todas as direções, alcançando inclusive as laterais de uma elevação rochosa de aproximadamente seis metros de altura. Individualmente, cada polígono possui dimensões entre quatro e oito centímetros.
Hipóteses sobre a formação geológica
A origem exata do terreno ainda está sob investigação. Em casos anteriores, estruturas similares eram interpretadas como antigas rachaduras de lama, resultantes da secagem de solos úmidos. No entanto, para este cenário específico, a equipe considera outras possibilidades, como a pressão sobre sedimentos enterrados — que teria expelido a água acumulada — ou ciclos sucessivos de aquecimento e resfriamento.
Para solucionar o enigma, os pesquisadores analisaram a composição química e mediram o formato das estruturas. Esse estudo é fundamental para reconstruir as mudanças ambientais que moldaram o planeta ao longo de bilhões de anos.
Histórico de exploração no Monte Sharp
Desde 2014, o Curiosity explora as encostas do Monte Sharp, uma montanha com cinco quilômetros de altitude onde o rover pousou originalmente em agosto de 2012. A região é estratégica por preservar evidências de um período em que Marte possuía cursos d'água e lagos.
Durante a missão, o veículo detectou meteoritos, cristais de enxofre e moléculas de carbono ligadas à formação de RNA e DNA. Embora esses compostos possam ter origem em processos geológicos e não comprovem a existência de vida, eles indicam que o planeta já apresentou nutrientes, água e condições químicas aptas a sustentar microrganismos.