Ciência

Satélite da NASA registra maior incêndio florestal da história da Espanha com 77 mil hectares

05 de Agosto de 2026 às 06:22

O satélite Landsat 9 registrou a devastação de 77.000 hectares em incêndios florestais na Espanha, com foco na província de Ávila. O evento é o maior da história do país, superando recordes anteriores de 2025

Satélite da NASA registra maior incêndio florestal da história da Espanha com 77 mil hectares
EFE

O satélite Landsat 9, operado pela NASA e pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), registrou a extensão dos danos causados pelos incêndios florestais que atingiram a Espanha durante o verão. A imagem, processada em composição de falso cor, permite a diferenciação visual entre as zonas de vegetação preservada, em tons verdes, e as áreas devastadas pelas chamas, representadas na cor marrom.

O registro foca especialmente nos arredores de Burgohondo, na província de Ávila, evidenciando a magnitude da transformação territorial. A análise orbital revelou que o fogo cercou dois reservatórios da região, expondo a amplitude do impacto sobre a paisagem local.

Recorde de devastação em território espanhol

O incêndio iniciado em Ávila consolidou-se como o maior já registrado na história da Espanha. O evento começou próximo a Burgohondo e expandiu-se ao se fundir com outros focos ativos em províncias vizinhas.

Ao todo, as autoridades estimam que 77.000 hectares foram consumidos, área equivalente à extensão da cidade de Nova Iorque. Esse volume de destruição superou recordes anteriores de incêndios ocorridos em León e na Galiza no ano de 2025.

Monitoramento e detecção via satélite

A NASA utiliza sistemas de monitoramento governamentais para acompanhar a dinâmica de incêndios em tempo real, ferramenta essencial para serviços de emergência e pesquisadores de mudança climática. Entre os recursos utilizados estão:

  • FIRMS (Fire Information for Resource Management System): sistema de detecção de focos ativos.
  • Worldview: plataforma de consulta de imagens globais atualizadas.

Por meio desses mecanismos, os sinais iniciais do fogo em Ávila foram identificados entre os dias 22 e 23 de julho, antes que a propagação se intensificasse pela união de diferentes focos.

Fatores ambientais e riscos persistentes

A rápida propagação das chamas foi atribuída a uma combinação de fatores climáticos analisados pelo Projeto Estado dos Incêndios Florestais. Um inverno com maior umidade promoveu o crescimento intenso de matagais, pastagens e vegetação florestal. Posteriormente, ondas de calor sucessivas e períodos de seca prolongada transformaram essa biomassa em combustível altamente inflamável.

A alta temperatura, aliada à ação do vento, dificultou as operações de extinção. Embora a maioria dos focos tenha sido controlada e as evacuações suspensas, a NASA alerta que a baixa umidade e o calor persistente mantêm o risco de incêndios elevado em diversas regiões do país.

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