Ciência

Satélite de espionagem dos Estados Unidos fragmenta-se em órbita e gera detritos no espaço

24 de Setembro de 2026 às 18:07 3 min de leitura

O satélite de espionagem USA 32 fragmentou-se a 775 km de altitude no dia 13 de setembro de 2026. A US Space Force detectou a desintegração do dispositivo lançado em 1988 e monitora os detritos para evitar colisões espaciais

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Satélite de espionagem dos Estados Unidos fragmenta-se em órbita e gera detritos no espaço
EFE/NASA

Um antigo satélite de espionagem dos Estados Unidos, lançado durante a Guerra Fria, fragmentou-se inesperadamente enquanto orbitava a Terra. O dispositivo, identificado como USA 32 (ou pelo codinome secreto FARRAH III), desintegrou-se a aproximadamente 775 km de altitude, gerando diversos detritos em uma região do espaço com alta densidade de naves operacionais.

A fragmentação foi detectada pela US Space Force no dia 13 de setembro de 2026, por volta das 21:13 UTC. Atualmente, os fragmentos resultantes estão sendo integrados aos sistemas de vigilância de aproximação para monitorar possíveis trajetórias de colisão com outras estruturas espaciais. Embora a força espacial americana afirme que não foram identificadas ameaças imediatas, a análise das órbitas dos destroços permanece ativa para garantir a segurança dos voos.

Origem e missão do satélite

Lançado em 5 de setembro de 1988 por meio de um foguete Titan II, o USA 32 operou sob sigilo por décadas. Sua função principal consistia na vigilância e interceptação de sinais de radar, coletando emissões que eram processadas a bordo e transmitidas para usuários militares na Terra. Para manter a estabilidade durante suas operações, o aparelho utilizava um design compacto baseado em sua própria rotação.

Mesmo após o encerramento de sua vida útil, o satélite e um de seus sucessores permaneceram em órbita por cerca de 38 anos, expondo a estrutura às condições extremas do vácuo espacial.

Causas prováveis da desintegração

A origem exata da ruptura ainda é investigada, mas as hipóteses principais envolvem falhas internas ou impactos externos. A exposição prolongada a ciclos constantes de aquecimento e resfriamento pode ter comprometido a integridade de baterias ou tanques pressurizados, levando a uma explosão. Alternativamente, o impacto de um pequeno meteoroide ou de outro detrito orbital pode ter causado a fragmentação.

A reconstrução da trajetória dos pedaços do satélite é a etapa fundamental para determinar se a causa foi um evento interno ou um fator externo.

O risco dos detritos espaciais

O incidente evidencia os perigos de veículos abandonados em órbita. Componentes como combustível residual e sistemas de energia podem provocar rupturas tardias em satélites antigos. Para mitigar esse risco, agências espaciais contemporâneas utilizam a passivação, um processo que elimina a energia armazenada ao fim da missão para evitar explosões futuras.

Não se sabe se o USA 32 passou por esse procedimento antes de cessar suas atividades. Agora, o monitoramento foca no tamanho e na velocidade dos fragmentos, que podem permanecer por longos períodos na altitude de 775 km antes de reentrarem na atmosfera, tornando-se novas fontes de poluição orbital.

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