Ciência

Satélites da Agência Espacial Europeia registram florecimentos de fitoplâncton na costa da Antártida

04 de Julho de 2026 às 09:11

Satélites do programa Copernicus registraram florecimentos de fitoplâncton no Mar da Cooperação, na Antártida, no início de março de 2026. O fenômeno, visível como manchas verdes entre o gelo marinho, foi monitorado pelos equipamentos Sentinel-2 e Sentinel-3

Satélites da Agência Espacial Europeia registram florecimentos de fitoplâncton na costa da Antártida
European Union, Copernicus Sentinel-3 imagery

Imagens capturadas por satélites do programa Copernicus, da Agência Espacial Europeia (ESA), registraram a presença de manchas verdes entre fragmentos de gelo marinho no Mar da Cooperação, próximo à costa oriental da Antártida. O fenômeno, observado no início de março de 2026, é resultado de "florecimentos" de fitoplâncton, organismos microscópicos fundamentais para a manutenção dos ecossistemas polares.

A coloração característica surge a partir da multiplicação acelerada desses microrganismos quando as condições ambientais se tornam favoráveis. No Oceano Austral, esse processo é desencadeado pelo retorno da luz solar após a noite austral e pelo derretimento do gelo marinho, que libera nutrientes nas camadas superficiais da água. A interação entre a temperatura fria, a luminosidade e a disponibilidade de nutrientes permite que o fitoplâncton cresça em concentrações tão elevadas que a tonalidade verde torna-se visível do espaço.

O monitoramento foi realizado por dois equipamentos distintos. O satélite Sentinel-3 identificou a área salpicada por águas verdes movendo-se entre placas de gelo flutuantes. No mesmo dia, o Sentinel-2 forneceu imagens com maior detalhamento, revelando traços pálidos e filamentos verdes que serpenteiam a região, evidenciando a distribuição do fitoplâncton e o movimento das águas superficiais.

A vigilância via satélite supre a dificuldade de realizar observações diretas em regiões remotas, permitindo que pesquisadores detectem e acompanhem a evolução desses ciclos biológicos. Esses dados são essenciais para compreender o funcionamento dos ecossistemas marinhos austrais e a interação entre a vida microscópica, a luz e os nutrientes diante de transformações ambientais nas regiões polares.

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