Ciência

Semaglutida retarda envelhecimento e aumenta expectativa de vida de camundongas em estudo científico

03 de Setembro de 2026 às 09:05 2 min de leitura

Estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley indica que a semaglutida aumentou em 12% a longevidade de camundongas idosas. A substância reduziu a inflamação e danos ao DNA, além de melhorar a memória e a coordenação motora dos animais

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A substância semaglutida, amplamente utilizada no combate à obesidade e ao diabetes, demonstrou a capacidade de retardar o envelhecimento em modelos animais. Um estudo publicado na revista Nature revelou que o medicamento promoveu um aumento na expectativa de vida de camundongas idosas, além de mitigar a deterioração biológica típica da idade.

Impacto na longevidade e saúde celular

A pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley, utilizou camundongas fêmeas de 20 meses. O grupo que recebeu doses diárias do fármaco apresentou uma sobrevida mediana de 834 dias, enquanto o grupo de controle, que não recebeu a substância, viveu em média 742 dias. Esse resultado representa um aumento de 12% na longevidade dos animais tratados.

A análise detalhada do organismo revelou melhorias em múltiplos marcadores biológicos. Os animais expostos à semaglutida exibiram:

  • Redução de células senescentes (células que não se dividem e prejudicam tecidos adjacentes);
  • Menor nível de inflamação nos tecidos;
  • Diminuição de danos ao DNA;
  • Otimização do funcionamento das mitocôndrias, responsáveis pela produção de energia celular.

Benefícios cognitivos e motores

Além da extensão da vida, o tratamento impactou a qualidade funcional dos animais. Foram observados ganhos em testes de coordenação motora, força e memória. No cérebro, especificamente no hipocampo — região ligada à memória —, houve um aumento na formação de novos neurônios.

No campo genético, a substância promoveu alterações em genes relacionados à longevidade, com destaque para o aumento de sirtuínas, moléculas conhecidas por regular o processo de envelhecimento em diversos organismos.

Embora os resultados sejam promissores, os pesquisadores ressaltam que os dados são iniciais e limitados. A confirmação de que esses efeitos podem ser replicados em seres humanos depende da realização de futuras pesquisas clínicas.

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