Sismologia não possui capacidade técnica para prever a magnitude de terremotos futuros em Granada
A sismologia monitora sequências sísmicas, mas não prevê a magnitude, local e momento de terremotos. Em Granada, a região registrou mais de 3.000 tremores entre dezembro de 2020 e agosto de 2021, com picos de 4,5. O Instituto Geográfico Nacional mantém registros históricos de atividade na área desde 1431
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A sismologia atual permite o acompanhamento da evolução de sequências sísmicas, mas não possui a capacidade de prever com precisão a ocorrência de terremotos de maior magnitude. Esse limite técnico torna impossível determinar simultaneamente o momento, o local e a intensidade de um futuro tremor, mesmo diante de séries de abalos consecutivos, como os registrados recentemente em Granada.
A impossibilidade de previsão sísmica
A ocorrência de réplicas ou novos movimentos sob o solo não serve como indicador para definir a magnitude de eventos subsequentes. Embora seja fisicamente possível que um terremoto mais intenso ocorra após uma série de tremores, a ciência não dispõe de métodos para confirmar se isso acontecerá.
O monitoramento da atividade sísmica oferece ferramentas para observar a evolução temporal e espacial dos fenômenos, porém a acumulação de pequenos tremores não deve ser interpretada nem como um prenúncio de um evento maior, nem como uma garantia de que a atividade cessou.
Histórico de atividade em Granada
A região de Granada apresenta antecedentes de alta atividade sísmica. Entre dezembro de 2020 e agosto de 2021, as áreas de Santa Fe e Atarfe registraram mais de 3.000 tremores superficiais. Nesse período, seis eventos atingiram magnitudes entre 4 e 5, com o pico de intensidade chegando a 4,5.
Dados do Instituto Geográfico Nacional (IGN) reforçam a natureza sísmica da região, com registros históricos que remontam a 1431, ao sul de Granada. Atualmente, a análise de novas sequências de tremores baseia-se na observação da evolução dos fatos, sem que seja possível determinar antecipadamente o encerramento da atividade ou a possibilidade de um abalo mais forte.