SpaceX coloca a nave Starship em órbita terrestre pela primeira vez em voo de teste
A SpaceX realizou o 14º voo de teste da nave Starship nesta segunda-feira (28), colocando-a em órbita terrestre e pousando-a no Oceano Pacífico. A missão transportou 26 satélites Starlink V3 com capacidade de 1 Tbps cada. O lançamento ocorreu no Texas e não teve tripulação
A SpaceX realizou, nesta segunda-feira (28), o 14º voo de teste da Starship, a maior nave espacial já construída, com o objetivo de viabilizar futuras expedições à Lua e a Marte. O lançamento, ocorrido a partir de uma plataforma no Texas, não contou com tripulação a bordo.
Trajetória e órbita terrestre
A missão alcançou um marco inédito ao colocar a Starship em órbita terrestre pela primeira vez, cerca de 21 minutos após a decolagem. O planejamento original previa que a nave completasse seis voltas ao redor da Terra, com cinco passagens sobre o território brasileiro.
A operação teve início com a separação da nave do propulsor Super Heavy três minutos após a partida, resultando no retorno do propulsor ao Golfo do México. Embora a missão estivesse programada para durar 10 horas, a SpaceX alterou o plano durante o trajeto, efetuando o pouso da nave no Oceano Pacífico pouco mais de três horas após o lançamento. Apesar da redução no tempo de voo — que anteriormente duravam cerca de 1h30 —, a empresa classificou a operação como bem-sucedida.
Expansão da rede Starlink
O voo foi utilizado para transportar a nova geração de satélites do serviço de internet Starlink. Ao todo, 26 dispositivos da versão Starlink V3 foram integrados à constelação. Cada unidade possui capacidade de 1 Tbps (terabyte por segundo), desempenho dez vezes superior ao da geração anterior.
A liberação dos satélites começou aos 35 minutos de voo, enquanto a nave sobrevoava a região do continente africano. O processo de colocação em órbita foi finalizado aproximadamente 1h05 após a decolagem, com a confirmação de que todos os equipamentos entraram em funcionamento minutos depois.
Histórico de testes
A missão foi celebrada por Jared Isaacman, chefe da Nasa, que destacou a gestão segura e responsável de cada etapa do lançamento. Este teste sucede o voo de julho, também considerado bem-sucedido, e um teste anterior que terminou com a queda do propulsor, evento que não causou danos materiais ou feridos.