Startup chinesa desenvolve simulador digital para otimizar a criação de reatores de fusão nuclear
A startup VeloAlpha desenvolveu a FusionAlpha, um simulador digital para a otimização de reatores de fusão nuclear do tipo tokamak. A ferramenta utiliza métodos matemáticos para acelerar o processamento de dados com margens de erro inferiores a 5%. O lançamento completo do software está previsto para o próximo ano
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A startup VeloAlpha, fundada em Pequim por Xie Huasheng, físico de plasma formado pela Universidade de Zhejiang, desenvolveu a FusionAlpha, um simulador digital projetado para otimizar a criação de reatores de fusão nuclear. A ferramenta visa permitir que engenheiros testem projetos virtualmente antes de partirem para experimentos físicos, reduzindo a dependência de testes reais que são repetitivos e onerosos.
O desenvolvimento surge para enfrentar a limitação de softwares de simulação anteriores, que oscilavam entre a alta precisão com custo computacional excessivo, a rapidez com baixa confiabilidade ou a simplificação excessiva da física. A FusionAlpha utiliza novos métodos matemáticos que mantêm a fidelidade às leis físicas, mas eliminam a lentidão de processamento. Dados da empresa indicam que módulos específicos do software operam entre 100 e 10.000 vezes mais rápido que os códigos mais avançados do setor, com margens de erro inferiores a 5%, embora esses índices ainda aguardem validação de especialistas externos.
A tecnologia foca no aprimoramento do tokamak, anel de aço que utiliza campos magnéticos para confinar o plasma — mistura de deutério e trítio aquecida a temperaturas extremas para mimetizar o processo energético do Sol. O objetivo é garantir que esse gás carregado eletricamente permaneça estável o tempo suficiente para sustentar a reação de fusão, processo que promete energia limpa e ilimitada.
A VeloAlpha planeja lançar o simulador completo para configurações de tokamak no próximo ano, tendo já disponibilizado módulos-chave em código aberto para fomentar a credibilidade e a colaboração científica.
Financeiramente, a empresa captou dezenas de milhões de yuanes em uma rodada inicial liderada pela Loongson Venture Capital, com aportes da Oufang Angel e de um fundo estatal gerido pela Legend Capital, com uma segunda rodada de investimentos em fase de conclusão.
Esse movimento integra a transição da fusão nuclear na China, que deixa de ser um esforço exclusivamente estatal para se tornar um ecossistema comercial. A tecnologia foi classificada por Pequim como "indústria do futuro" no 15º Plano Quinquenal, ao lado do 6G, computação quântica e interfaces cérebro-computador, atraindo capital de risco para outras startups do setor, como Nova Fusion, Energy Singularity e Startorus Fusion.