Ciência

Superlua de novembro terá maior brilho e aparência ampliada no dia 24

30 de Outubro de 2026 às 06:01 3 min de leitura

Uma superlua ocorrerá no dia 24 de novembro às 11h53, com o satélite atingindo a distância mínima de 359 mil quilômetros da Terra no dia seguinte. O mês inclui a chuva de meteoros Leônidas em 18 de novembro e a ocultação da estrela Regulus em 3 de novembro. Outros eventos previstos são conjunções planetárias e a visibilidade de Mercúrio e Urano

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Superlua de novembro terá maior brilho e aparência ampliada no dia 24
REUTERS/Mohamed Abd El Ghany

O céu de novembro será marcado por diversos eventos astronômicos, com destaque para a superlua que ocorre no dia 24, às 11h53 (horário de Brasília). De acordo com a Nasa, o fenômeno acontece porque o satélite estará próximo ao perigeu, o ponto da órbita em que a Lua se encontra mais perto da Terra.

No dia 24, a distância entre os corpos celestes será de cerca de 361 mil quilômetros, reduzindo-se para aproximadamente 359 mil quilômetros no dia seguinte. Essa proximidade resulta em um disco lunar com maior brilho e aparência ampliada. Devido ao horário da cheia, a observação ideal deve ser feita após o pôr do Sol, com nascimentos previstos para as 17h33 em Recife (PE), 18h41 no Rio de Janeiro (RJ), 18h44 em Brasília (DF), 18h57 em São Paulo (SP) e 19h34 em Porto Alegre (RS).

Calendário lunar e ciclos

O ciclo de fases do mês inicia com o quarto minguante em 1º de novembro, às 17h28. A lua nova acontece no dia 9, às 4h02, seguida pelo quarto crescente no dia 17, às 8h47.

A alternância das fases é resultado da posição da Lua em relação ao Sol e à Terra, alterando a quantidade de luz solar refletida que é visível para os observadores terrestres. O intervalo entre duas luas novas, chamado de lunação, dura cerca de 29 dias e meio; por isso, o ciclo iniciado em 9 de novembro se encerrará apenas em 8 de dezembro, não coincidindo com o calendário civil.

Eventos de observação e planetas

Além da superlua, o mês apresenta outros fenômenos de visibilidade:

  • Ocultação: Na madrugada de 3 de novembro, a Lua minguante passará à frente de Regulus, a estrela mais brilhante da constelação de Leão. O evento será visível em cidades como Brasília (4h32), Curitiba (4h41), São Paulo (4h43) e Belo Horizonte (4h44), mas não poderá ser observado em Belém (PA), Fortaleza (CE) e Recife (PE).
  • Conjunções aparentes: No dia 7, Vênus e a Lua minguante aparecerão próximos no horizonte leste antes do amanhecer. No dia 15, Marte e Júpiter também estarão próximos no céu no mesmo período.
  • Planetas: Mercúrio poderá ser visto antes do amanhecer no dia 20, em sua maior distância aparente do Sol. Já no dia 25, Urano estará favorável para observação durante a noite, embora seu brilho fraco exija o uso de binóculos ou telescópios, além da interferência da luminosidade da Lua quase cheia.

Meteoros e eclipses

A chuva de meteoros Leônidas, originada por fragmentos do cometa 55P/Tempel-Tuttle, terá seu pico de observação no Brasil na madrugada de 18 de novembro. Em São Paulo (SP), o período mais indicado começa às 2h, quando a constelação de Leão atinge maior altitude. A visualização não requer equipamentos, sendo recomendado apenas a busca por locais com baixa poluição luminosa.

Quanto aos eclipses, não há eventos previstos para novembro. O próximo eclipse lunar será penumbral em fevereiro de 2027. Para quem busca visibilidade total ou parcial no Brasil, as datas são janeiro de 2028 (parcial) e junho de 2029 (total).

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