Telescópio Euclid detecta cometa com órbita de 345 mil anos a bilhões de quilômetros da Terra
O telescópio Euclid, da Agência Espacial Europeia, detectou o cometa C/2026 S1 (Euclid) a 1,3 bilhão de quilômetros da Terra. O corpo celeste possui órbita de 345 mil anos e trajetória quase perpendicular ao plano do Sistema Solar
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O telescópio espacial Euclid, da Agência Espacial Europeia (ESA), detectou um cometa anteriormente desconhecido a aproximadamente 1,3 bilhão de quilômetros de distância da Terra. O corpo celeste, batizado como C/2026 S1 (Euclid), apresenta uma órbita incomum que leva cerca de 345 mil anos para ser concluída.
Detecção e identificação
O achado ocorreu enquanto o instrumento observava uma área do céu acima do Sol e registrou um rastro luminoso atípico. A identificação foi realizada por Mikko Pöntinen, pesquisador da Universidade de Helsinque, que utilizou um software especializado em detectar corpos em movimento. A análise de cinco séries de imagens revelou que o objeto possuía uma envolvente difusa, sinal de que o corpo libera gás e poeira, característica fundamental dos cometas.
Após verificar que o objeto não constava em catálogos astronômicos, a descoberta foi reportada ao Centro de Planetas Menores da União Astronômica Internacional e, posteriormente, validada por observações feitas a partir da Terra.
Trajetória e características orbitais
O C/2026 S1 (Euclid) segue uma trajetória quase perpendicular ao plano do Sistema Solar. Estima-se que o objeto se distancie cerca de 9.786 unidades astronômicas do Sol, o que representa quase 1,5 trilhão de quilômetros.
O papel do telescópio Euclid
A descoberta é atípica, pois o Euclid não foi desenvolvido para a busca de cometas. Lançado em 2023 e posicionado próximo ao ponto de Lagrange L2, a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra, o objetivo principal do telescópio é o estudo de galáxias distantes, da matéria escura e da energia escura.
Para a ESA, a detecção deste corpo celeste servirá como um teste de coordenação entre as missões Euclid e Comet Interceptor para a identificação de novos objetos espaciais no futuro.