Ciência

Tempestade geomagnética avança sobre Atlântico Norte e é capturada por satélite Suomi NPP

09 de Março de 2026 às 12:07

A tempestade geomagnética registrada no início de fevereiro foi capturada pelo satélite Suomi NPP e mostrou a expansão da aurora boreal sobre vastas áreas do planeta. A imagem obtida revela uma faixa que se espalhou desde o leste do Canadá até o Atlântico Norte, sob condições de atividade solar moderada. Especialistas classificaram a tempestade como G2 e destacam seu impacto sobre redes elétricas e comunicações

A tempestade geomagnética registrada no início de fevereiro trouxe à tona um fenômeno fascinante: como alterações solares podem afetar vastas áreas do planeta. O brilho que surgiu sobre a Groenlândia e se espalhou até o Atlântico Norte durante uma tempestade geomagnética observada em 16 de fevereiro de 2026, foi capturado pelo satélite Suomi NPP.

O registro mostrou como a aurora boreal pode expandir-se por grandes áreas quando há perturbações na atividade solar. A imagem obtida pelo satélite revela uma faixa que saiu do leste do Canadá e avançou até o Atlântico Norte, sob condições de atividade solar moderada.

O sensor usado no monitoramento foi capaz de distinguir iluminação urbana, reflexo da Lua e emissões atmosféricas, permitindo identificar com mais precisão o que faz parte do fenômeno observado. Isso resultou em uma visão clara da aurora e seu alcance real sobre a região.

Segundo especialistas, durante a madrugada a tempestade geomagnética estava em nível G1, mas horas depois evoluiu para G2, classificada como moderada. Esse tipo de evento pode afetar redes elétricas e comunicações, aumentando a vigilância sobre a interação entre o Sol e a atmosfera terrestre.

A intensificação da tempestade geomagnética foi associada provavelmente a um buraco coronal e um fluxo rápido de vento solar. Isso pode deslocar o chamado oval auroral para áreas mais ao sul, ampliando o alcance geográfico do fenômeno detectado.

O episódio coincidiu com a missão Gneiss, que lançou dois foguetes de sondagem em 10 de fevereiro. O objetivo é reconstruir em três dimensões as correntes elétricas ligadas às auroras e entender melhor a dinâmica do clima espacial.

Cada tempestade geomagnética amplia o conhecimento sobre a atmosfera superior da Terra, influenciando também a leitura sobre riscos tecnológicos em um cenário cada vez mais dependente de satélites e conectividade. O brilho que avançou sobre a Groenlândia mostra que fenômenos vistos como distantes podem ter reflexos concretos, quando o espaço entra em atividade.

Com informações de Click Petróleo e Gás

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