Terapia de células-tronco promove melhoria na mobilidade em idosos com fragilidade moderada
Um estudo recente da empresa Longeveron mostrou que a terapia com Laromestrocel pode produzir melhorias na mobilidade de pessoas mais velhas, permitindo que elas caminhem 63,4 metros a mais em prova padrão. A pesquisa também apresentou resultados promissores para pacientes com Alzheimer. O tratamento visa inibir enzimas degenerativas e regenerar o sistema vascular
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Um estudo recente da empresa Longeveron trouxe à tona uma esperança para o tratamento do envelhecimento. A pesquisa envolveu 148 participantes entre 70 e 85 anos, com fragilidade leve ou moderada, que receberam uma única dose de Laromestrocel, um composto de células-tronco extraídas da medula óssea de doadores jovens.
O estudo demonstrou que a terapia pode produzir melhorias clinicamente significativas na mobilidade das pessoas mais velhas. Os participantes que receberam a dose máxima caminharam, em média, 63,4 metros a mais na prova padrão de seis minutos nove meses após a infusão.
Além disso, o Laromestrocel também apresentou resultados promissores para pacientes com Alzheimer. A pesquisa mostrou redução da atrofia cerebral e melhora do desempenho cognitivo em comparação com o placebo.
O mecanismo principal do tratamento consiste em inibir enzimas chamadas metaloproteinasas da matriz extracelular, que têm um efeito degenerativo sobre as proteínas estruturais dos vasos sanguíneos e de outros tecidos. Isso regenera o sistema vascular, melhorando a função das fibras musculares envolvidas na resistência ao esforço.
O diretor científico da Longeveron, Joshua Hare, afirma que "não existe um tratamento que ataca diretamente o envelhecimento acelerado" até agora. Com isso em mente, os pesquisadores esperam que a terapia possa se tornar uma opção viável para tratar não apenas a fragilidade como também outras patologias associadas ao envelhecimento.
Ainda há obstáculos no caminho do Laromestrocel antes de serem utilizados nas clínicas. A FDA americana e as autoridades regulatórias europeias precisam reconhecer atualmente a fragilidade como uma doença para que o tratamento possa obter aprovação formal.
Além disso, os pesquisadores também enfrentarão desafios econômicos. O custo provável da terapia pode ser elevado e será necessário justificar essa escolha.