Austrália confirma formação de El Niño que pode ser um dos mais severos desde 1950
O Serviço Meteorológico da Austrália confirmou a formação do El Niño no Pacífico tropical, com previsão de intensificação no segundo semestre de 2026. O fenômeno pode atingir níveis de severidade comparáveis aos maiores registros desde 1950, causando chuvas excessivas nas Américas e seca na Ásia e Austrália
O Serviço Meteorológico da Austrália confirmou a formação do El Niño no Pacífico tropical, com a possibilidade de o fenômeno se intensificar no segundo semestre de 2026. A projeção indica que este evento pode se tornar um dos mais severos das últimas sete décadas, com metade dos modelos meteorológicos apontando picos de intensidade comparáveis aos maiores registros desde 1950, devido à extensão do aquecimento no Pacífico tropical central.
Os impactos esperados incluem chuvas excessivas em regiões das Américas, enquanto a Ásia deve enfrentar calor e seca. Na região mais populosa do mundo, a escassez de chuvas já prejudica o plantio, o que gera alertas sobre a segurança do abastecimento de alimentos. Para a Austrália, o aquecimento periódico das águas no Pacífico central e oriental costuma reduzir as precipitações durante o inverno e a primavera, especialmente na costa leste, além de elevar as temperaturas diurnas no sul do país.
O cenário é crítico para a economia australiana, que figura entre os principais exportadores globais de carne bovina, açúcar e trigo, setores diretamente afetados pela instabilidade climática. O histórico recente reforça a gravidade: entre 2023 e 2024, o país enfrentou o trimestre mais seco de sua história, enquanto o evento ocorrido em 2015 e 2016 resultou em seca generalizada e queda na produção de oleaginosas e grãos. A intensificação dos efeitos do El Niño deste ano será potencializada pelas mudanças climáticas.