Aliados sugerem que Lula utilize pronunciamento para assegurar a manutenção do equilíbrio fiscal
Aliados de Lula sugerem que o presidente garanta a manutenção do equilíbrio fiscal em pronunciamento nesta semana. O ministro Dario Durigan planeja propostas para atingir o superávit de 0,5% do PIB no próximo ano. O governo negou reuniões para discutir a redução da taxa Selic para 7,5%
Aliados do presidente Lula defendem que o chefe do Executivo utilize o pronunciamento previsto para esta semana, referente à vitória eleitoral, para assegurar a manutenção do equilíbrio fiscal em seu quarto mandato. O objetivo é afastar a possibilidade de alterações bruscas na condução da economia e tranquilizar o mercado financeiro.
Gestão fiscal e metas do PIB
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que apresentará em breve propostas para assegurar o cumprimento da meta fiscal do próximo ano, estabelecida em um superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A estratégia prevê um ajuste fiscal gradual ao longo dos próximos quatro anos, visando evitar cortes abruptos de gastos que possam impactar a rede de proteção social.
O próprio presidente Lula reforçou, via redes sociais, o compromisso de manter todos os programas sociais e cumprir as promessas de campanha, citando a ampliação do Bolsa Família e a concessão de benefícios a microempreendedores individuais.
Negativas sobre mudança na política monetária
Recentemente, surgiram informações de que o presidente poderia se reunir com o economista André Lara Resende para discutir a redução da taxa Selic para 7,5% ao ano, seguida da implementação de um teto para a inflação e para os juros do Banco Central.
No entanto, a possibilidade de mudança na política econômica foi refutada por Dario Durigan, que negou a ocorrência do encontro. Aloizio Mercadante, presidente do BNDES e apontado como mediador da conversa, também afirmou que não há agenda marcada entre Lula e Lara Resende para os próximos dias.
Histórico de políticas econômicas
A discussão sobre a condução fiscal remete aos dois primeiros mandatos de Lula, caracterizados por ajustes fiscais e a geração de superávits primários, fatores que resultaram em crescimento econômico e queda dos juros.
Em contrapartida, a experiência da "nova matriz econômica" implementada por Guido Mantega no governo Dilma Rousseff é citada como um exemplo negativo. Naquele período, a taxa de juros foi reduzida para 7,25% ao ano, mas a ausência de ajuste fiscal e o aumento das despesas públicas levaram o país a uma recessão e ao aumento do desemprego, culminando no impeachment de 2016.