Amazon investirá 4 bilhões de dólares para ampliar entregas em comunidades rurais dos Estados Unidos
A Amazon expandirá a logística para mais de 25 cidades europeias e investirá 4 bilhões de dólares em áreas rurais dos Estados Unidos. A empresa lançará a função de adicionar produtos a pedidos em trânsito e comercializará sua rede de distribuição via Amazon Supply Chain Services. No Reino Unido, são testadas entregas de itens essenciais em até 30 minutos
:format(jpg)/f.elconfidencial.com%2Foriginal%2F2bd%2F385%2F72a%2F2bd38572acea39c5bd3db0b25e4abc26.jpg)
A Amazon planeja expandir sua operação logística para mais de 25 cidades europeias este ano, incluindo a implementação de entregas programadas para as 17h. No mercado norte-americano, a companhia investirá 4 bilhões de dólares para ampliar a presença em comunidades rurais e pequenas cidades.
Durante a conferência "Delivering the Future", em Londres, a empresa apresentou a funcionalidade "Add to Delivery", que permite a inclusão de novos produtos em pedidos já em trânsito. O recurso será lançado em diversos países ao longo de 2026, com a Espanha incluída no cronograma.
A estratégia de prazos da companhia visa reduzir o tempo entre a confirmação da compra e a entrega para um intervalo de duas a três horas, modelo que já está sendo testado no Brasil. No Reino Unido, a Amazon transformou o país em um laboratório para entregas de produtos essenciais e alimentos em até 30 minutos, serviço anteriormente restrito aos Estados Unidos.
Essa agilidade é sustentada por um algoritmo de inteligência artificial de "envio antecipado". O sistema analisa o histórico de compras, feedbacks de consumidores locais, condições climáticas e picos de demanda para posicionar estoques de alta rotatividade em armazéns urbanos próximos aos clientes, eliminando a dependência exclusiva de grandes centros logísticos remotos.
A infraestrutura global da empresa já conta com mais de cem aviões de carga — a terceira maior frota do setor — e uma rede de distribuição que, nos Estados Unidos, supera a de operadoras tradicionais como FedEx e UPS. A logística abrange desde furgonetas Rivian e bicicletas elétricas até o uso de mulas no Grand Canyon, barcos no Maine e navios conectando Espanha e Itália. Na saúde, a Amazon Pharmacy utiliza IA e farmácias locais para entregas de medicamentos com receita no mesmo dia.
Para rentabilizar os altos investimentos em automação e software, a empresa lançou a Amazon Supply Chain Services. O objetivo é comercializar sua capacidade logística ociosa para grandes transportadoras, como DSV, DHL, UPS e FedEx, além de processar pedidos originados em plataformas concorrentes, como Walmart, TikTok Shop e Shopify.
O modelo de negócio replica a estratégia adotada há duas décadas com a AWS (Amazon Web Services), que transformou a infraestrutura de servidores da empresa em um serviço de nuvem lucrativo. Agora, a meta é converter a rede física de transporte em um sistema operacional para frotas de entrega, solução que já atrai marcas como 3M e Procter & Gamble.
A operação de ultravelocidade, exemplificada pelo Amazon Now em Londres e nos EUA para itens de consumo imediato, serve como demonstração de capacidade técnica. O foco final da companhia é transitar de uma loja virtual para a infraestrutura invisível que suporta o comércio global.