Economia

Anvisa define teto de preço para o Ozivy, primeira caneta de semaglutida produzida no Brasil

30 de Maio de 2026 às 15:04

A CMED definiu os tetos de preço para o Ozivy, semaglutida produzida pela EMS, em R$ 803,44 para a versão de 1,5 ml e R$ 1.399,72 para a de 3 ml, sem impostos. A fabricante pretende comercializar o fármaco com valores 30% menores que os da concorrência

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão vinculado à Anvisa, estabeleceu o teto de preço para o Ozivy, primeira caneta de semaglutida produzida no Brasil pela EMS. O valor máximo permitido para a versão de 1,5 ml é de R$ 803,44, sem a incidência de impostos, equiparando-se ao preço do Ozempic. Para a apresentação de 3 ml, o limite fixado é de R$ 1.399,72, também sem impostos.

A definição do preço máximo é a etapa final obrigatória para a comercialização de qualquer fármaco no país. No caso do Ozivy, a CMED aplicou o enquadramento da "categoria 4", voltada a novas apresentações de medicamentos já existentes, o que permitiu a comparação direta e a equiparação de preços com o Ozempic e o Wegovy.

Embora o teto regulatório limite o valor máximo, a precificação final nas farmácias é uma decisão comercial. A EMS anunciou a intenção de praticar preços 30% inferiores aos da concorrência. Considerando que as canetas de menor dosagem do Ozempic custam atualmente cerca de R$ 900, a estimativa é que o produto nacional seja comercializado por valores próximos a R$ 630.

O custo final ao consumidor variará conforme a alíquota de imposto de cada estado. Em São Paulo, com taxa de 18%, o teto chega a R$ 1.314,37; já em Alagoas, com alíquota de 19%, o limite sobe para R$ 1.330,60.

A empresa obteve autorização para fabricar quatro apresentações do medicamento, todas com solução injetável de 1,34 mg/ml: cartucho de 1,5 ml com caneta aplicadora, kit com dois cartuchos de 1,5 ml, cartucho de 3 ml e kit com dois cartuchos de 3 ml.

A aprovação do Ozivy é a primeira entre os 17 pedidos de registro de medicamentos à base de semaglutida que a Anvisa possuía no início do ano. A queda da patente tende a ampliar a competitividade e reduzir os preços no setor. Como resposta, a Novo Nordisk, detentora da patente original, já alterou sua política comercial, oferecendo, por exemplo, uma unidade gratuita na compra de duas.

A EMS deve divulgar na próxima semana a data de chegada do medicamento às farmácias e o preço final de mercado.

Com informações de G1

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