Aquicultura em águas da União atinge volume recorde de 179,6 mil toneladas em 2025
A aquicultura em águas da União produziu 179,6 mil toneladas de organismos aquáticos em 2025, com alta de 20,9% e VBP de R$ 1,47 bilhão. A tilápia do Nilo liderou a produção, concentrada na Região Sudeste, com destaque para o estado de São Paulo. O setor gerou 4.239 postos de trabalho e registrou 1.551 contratos vigentes

A aquicultura em águas da União atingiu em 2025 o volume recorde de 179,6 mil toneladas de organismos aquáticos, o maior índice desde o início da série histórica em 2019. O resultado representa um crescimento de 20,9% em comparação ao ano anterior, movimentando R$ 1,47 bilhão em Valor Bruto da Produção (VBP) e viabilizando a criação de 4.239 postos de trabalho.
A tilápia do Nilo consolidou-se como o principal motor do setor, respondendo por cerca de 168 mil toneladas, a maior fatia da produção realizada em áreas de domínio federal.
Distribuição Regional e Estadual
A produção concentrou-se majoritariamente na Região Sudeste, que entregou 94,8 mil toneladas, superando a metade do volume total nacional. O desempenho regional segue a seguinte ordem:
- Nordeste: 34,6 mil toneladas
- Sul: 27,3 mil toneladas
- Centro-Oeste: 22,3 mil toneladas
- Norte: 712 toneladas
No recorte por estados, São Paulo lidera a atividade com 64,5 mil toneladas, seguido por Minas Gerais (30 mil toneladas) e Paraná (18 mil toneladas). Completam a lista de maiores produtores Pernambuco, com 15,3 mil toneladas; Goiás, com 11,9 mil toneladas; Mato Grosso do Sul, com 10,2 mil toneladas; e Santa Catarina, com 9,3 mil toneladas.
Expansão e Perfil Operacional
O crescimento da atividade é refletido no aumento de contratos para o uso de espaços aquáticos públicos, como grandes rios, reservatórios de hidrelétricas e áreas marinhas cedidas. O número de contratos vigentes saltou de 1.422, em 2024, para 1.551, em 2025.
Quanto ao perfil dos produtores, a atividade é composta por 79% de homens e 21% de mulheres. No quesito escolaridade, o grupo com ensino médio completo é o mais expressivo, com 24,1%, seguido por aqueles com ensino superior completo, que representam 15,2%. Outros 26,64% dos produtores não declararam o nível de instrução.
Os indicadores do Ministério da Pesca e Aquicultura apontam que a modalidade, que difere da produção em açudes e viveiros particulares por depender de autorização do governo federal, possui capacidade para elevar a oferta de pescado e impulsionar a renda e o desenvolvimento regional.