Economia

Balança comercial brasileira deve registrar superávit de US$ 72,1 bilhões em 2026

08 de Abril de 2026 às 06:31

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços projeta superávit comercial de US$ 72,1 bilhões para 2026. A estimativa considera exportações de US$ 364,2 bilhões e importações de US$ 292,1 bilhões. No primeiro trimestre de 2026, o saldo positivo acumulado atingiu US$ 14,1 bilhões

A balança comercial brasileira deve registrar um superávit de US$ 72,1 bilhões em 2026, representando um crescimento de 5,9% frente aos US$ 68,1 bilhões previstos para 2025. A projeção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) baseia-se em exportações de US$ 364,2 bilhões, com alta de 4,6%, e importações de US$ 292,1 bilhões, com expansão de 4,2%. O montante situa-se próximo ao limite inferior da estimativa governamental, que oscila entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.

O resultado reflete a análise de modelos que consideram o consumo, a taxa de câmbio e a atividade econômica, mesmo diante das incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio. O Mdic ressalta a estabilidade e a resiliência do comércio exterior do país perante crises globais. O recorde histórico do saldo positivo ocorreu em 2023, atingindo US$ 98,9 bilhões.

No primeiro trimestre de 2026, o superávit acumulado é de US$ 14,1 bilhões, superando os US$ 9,6 bilhões contabilizados no mesmo intervalo do ano anterior. Especificamente em março, o saldo positivo foi de US$ 6,4 bilhões, valor inferior às expectativas do mercado, com exportações de US$ 31,6 bilhões e importações de US$ 25,2 bilhões.

O desempenho exportador de março foi liderado pela indústria extrativa, que cresceu 36,4% devido ao aumento nas vendas de petróleo, seguida pela indústria de transformação, com alta de 5,4%, e pela agropecuária, com 1,1%. No campo das importações, houve crescimento em todos os setores, com destaque para bens de consumo, que subiram 54,4%, e bens de capital, com alta de 26,5%.

As projeções oficiais são revisadas trimestralmente, podendo sofrer ajustes conforme a evolução dos preços internacionais, do câmbio e da atividade econômica. Novas estimativas detalhadas para 2026 serão publicadas em julho.

Com informações de Agência Brasil

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