Economia

Banco Central liquida Banco Pleno por causa da deterioração econômico-financeira

18 de Fevereiro de 2026 às 12:05

O Banco Central decidiu liquidar o Banco Pleno por causa da deterioração econômico-financeira do banco. A medida atinge controladores pessoas físicas e ex-administradores, além de indispor bens de todos os envolvidos. O FGC regulamentará o pagamento dos 160 mil credores com depósitos no valor de R$ 4,9 bilhões

O Banco Central decidiu liquidar o Banco Pleno por causa da deterioração econômico-financeira do banco, que também violou normas e desrespeitou determinações da autoridade monetária. A medida inclui a distribuidora Títulos e Valores Mobiliários, integrante do conglomerado prudencial Pleno.

A decisão atinge um grupo de controladores pessoas físicas - Armando Miguel Gallo Neto, Augusto Ferreira Lima, Daniel Bueno Vorcaro e Felipe Wallace Simonsen. Além disso, a lista de bens indisponíveis estende-se também a ex-administradores do conglomerado prudencial Pleno.

A liquidação extrajudicial foi motivada pela situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez e por infringência às normas que disciplinam a sua atividade. O Banco Central também pode adotar medidas sancionadoras administrativas caso as suspeitas se confirmem.

O Banco Pleno afirma ter uma base estimada de 160 mil credores com depósitos elegíveis ao pagamento da garantia, somando R$ 4,9 bilhões. Eles informam que os pagamentos serão efetuados conforme regulamentado pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

O Banco Pleno ainda afirma não fazer parte do conglomerado Master e reconfiguraria limites à regulamentação. O aplicativo FGC, desenvolvido para simplificar o processo de pagamento da garantia, está disponível na Apple Store ou no Google Play.

A medida inclui a indisponibilidade dos bens de controladores e administradores do conglomerado prudencial Pleno. Caso as suspeitas se confirmem, serão adotadas medidas sancionadoras de caráter administrativo e comunicações às autoridades competentes.
Com informações de Agência Brasil

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