Banco Central lista Onda Finance como primeira empresa de criptomoedas em processo de autorização
O Banco Central listou a Onda Finance como a primeira empresa de criptomoedas em processo de autorização para operar no Brasil. O órgão estabeleceu o dia 30 de outubro como prazo para que prestadores de serviços com ativos virtuais solicitem a licença

O Banco Central divulgou, na última segunda-feira (21), a Onda Finance como a primeira empresa de criptomoedas a figurar publicamente na lista de instituições em processo de autorização para operar sob o novo regime regulatório brasileiro. A fintech, fundada em 2024, atua com infraestrutura para stablecoins, custódia de ativos digitais e pagamentos internacionais em mais de 180 países.
A inclusão da empresa na lista do regulador não implica a concessão imediata da licença, mas confirma que o pedido de autorização está em andamento. Nildson Alves, CEO da startup, pontuou que a regulação serve para distinguir as companhias que possuem estrutura para a sustentabilidade do negócio a longo prazo.
Regras e prazos do setor
A nova regulação, vigente desde este ano, estabelece que empresas que já prestam serviços com ativos virtuais no Brasil devem solicitar a autorização do Banco Central até o dia 30 de outubro.
A partir desse prazo, instituições de pagamento e financeiras autorizadas pelo BC ficarão impedidas de viabilizar ou realizar operações com empresas de criptoativos que não estejam devidamente autorizadas ou com processo de solicitação em curso junto ao órgão regulador.
Impactos no ecossistema de ativos digitais
O setor apresenta resistências quanto ao rigor das exigências, especialmente no que diz respeito ao capital mínimo, que pode atingir R$ 37,2 milhões, dependendo da atividade exercida. Esse montante é apontado como uma barreira para a permanência ou entrada de empresas de menor porte.
Esse cenário reflete-se na movimentação recente de exchanges nacionais e estrangeiras, que reduziram ou encerraram atividades no país, citando as normas regulatórias como um dos motivos. A tendência é de uma maior concentração do mercado em poucos grupos econômicos. Até o momento, apenas cinco empresas protocolaram pedidos ao Banco Central, dos quais quatro seguem em análise e um foi indeferido.
Movimentações de mercado e tokenização
Paralelamente à regulação, a B3 expandiu sua oferta de produtos com o lançamento de um contrato futuro de bitcoin em dólar, onde cada contrato equivale a 0,01 BTC. A bolsa já operava com a versão do ativo em reais.
No âmbito do fomento, a Associação Brasileira de Tokenização e Ativos Digitais (ABToken) lançou o ABToken Start. O programa é voltado a startups em estágio pré-operacional que desenvolvem infraestruturas financeiras e soluções de tokenização, focando em governança, compliance e regulação.
Desempenho de ativos e fundos
No mercado internacional, os ETFs de bitcoin nos Estados Unidos registraram a maior entrada de capital em 11 meses, somando US$ 998,9 milhões em um único dia, com o fundo IBIT, da BlackRock, captando US$ 381,4 milhões. Já os ETFs de ethereum atraíram US$ 269,9 milhões, o melhor resultado desde 7 de outubro de 2025.
As cotações recentes dos principais ativos digitais registraram os seguintes valores:
| Ativo | Preço | Variação |
|---|---|---|
| Bitcoin (BTC) | US$ 86.120,11 | +1,87% |
| Ethereum (ETH) | US$ 2.749,67 | +1,10% |
| BNB (BNB) | US$ 787,60 | +0,71% |
| XRP (XRP) | US$ 1,54 | +4,67% |
| Solana (SOL) | US$ 117,81 | +1,42% |