Banco Central reduz a taxa Selic para 13,75% ao ano em decisão unânime do Copom
O Banco Central reduziu a taxa Selic para 13,75% ao ano nesta quarta-feira (16). A decisão unânime do Copom representa o quinto corte consecutivo, com redução de 0,25 ponto percentual

O Banco Central reduziu a taxa Selic para 13,75% ao ano nesta quarta-feira (16), após uma decisão unânime do Copom. O ajuste de 0,25 ponto percentual representa o quinto corte consecutivo desde março, quando a taxa básica de juros estava fixada em 15% ao ano.
Justificativas do Copom
A redução foi fundamentada na desaceleração da atividade econômica, especialmente em setores cíclicos, e em uma trajetória de preços mais branda. O Copom destacou que, embora o mercado de trabalho permaneça aquecido e a economia resiliente, a medida é coerente com a estratégia de convergência da inflação para a meta.
No entanto, o comunicado do órgão ressaltou a existência de riscos inflacionários, com destaque para a desancoragem das expectativas.
Perspectivas e Projeções
A decisão ocorreu antes dos dois turnos das eleições presidenciais de outubro e estava alinhada à expectativa de 95% do mercado. Apesar da concordância sobre o corte atual, há divergências sobre as duas reuniões restantes deste ano.
As projeções indicam a seguinte tendência para a taxa básica de juros:
| Instituição/Fonte | Expectativa Fim de 2026 | Expectativa Fim de 2027 |
|---|---|---|
| Boletim Focus | 13,75% | 12% |
| BTG Pactual Asset | 13,75% | 12% |
| Nomad | 13,75% | 12% |
A BTG Pactual Asset e a Nomad preveem uma pausa no ciclo de quedas na reunião de novembro, retomando as reduções apenas em 2027. Para a gestora do BTG, a interrupção serviria para estabilizar as expectativas e absorver as definições de política econômica pós-eleições.
Riscos Inflacionários
Em contrapartida, a análise da Suno aponta que o balanço de riscos favorece a alta dos preços. Entre os fatores que podem pressionar a inflação, destacam-se a volatilidade cambial, a resiliência do setor de serviços, os impactos do El Niño, choques no preço do petróleo e a desancoragem das expectativas para 2027 e 2028.