Economia

Banco Central reduz a taxa Selic para 13,75% ao ano em decisão unânime do Copom

17 de Setembro de 2026 às 06:00 2 min de leitura

O Banco Central reduziu a taxa Selic para 13,75% ao ano nesta quarta-feira (16). A decisão unânime do Copom representa o quinto corte consecutivo, com redução de 0,25 ponto percentual

-0:00
Banco Central reduz a taxa Selic para 13,75% ao ano em decisão unânime do Copom
Copom, do Banco Central, reduz a taxa básica de juros para 13,75% ao ano

O Banco Central reduziu a taxa Selic para 13,75% ao ano nesta quarta-feira (16), após uma decisão unânime do Copom. O ajuste de 0,25 ponto percentual representa o quinto corte consecutivo desde março, quando a taxa básica de juros estava fixada em 15% ao ano.

Justificativas do Copom

A redução foi fundamentada na desaceleração da atividade econômica, especialmente em setores cíclicos, e em uma trajetória de preços mais branda. O Copom destacou que, embora o mercado de trabalho permaneça aquecido e a economia resiliente, a medida é coerente com a estratégia de convergência da inflação para a meta.

No entanto, o comunicado do órgão ressaltou a existência de riscos inflacionários, com destaque para a desancoragem das expectativas.

Perspectivas e Projeções

A decisão ocorreu antes dos dois turnos das eleições presidenciais de outubro e estava alinhada à expectativa de 95% do mercado. Apesar da concordância sobre o corte atual, há divergências sobre as duas reuniões restantes deste ano.

As projeções indicam a seguinte tendência para a taxa básica de juros:

Instituição/FonteExpectativa Fim de 2026Expectativa Fim de 2027
Boletim Focus13,75%12%
BTG Pactual Asset13,75%12%
Nomad13,75%12%

A BTG Pactual Asset e a Nomad preveem uma pausa no ciclo de quedas na reunião de novembro, retomando as reduções apenas em 2027. Para a gestora do BTG, a interrupção serviria para estabilizar as expectativas e absorver as definições de política econômica pós-eleições.

Riscos Inflacionários

Em contrapartida, a análise da Suno aponta que o balanço de riscos favorece a alta dos preços. Entre os fatores que podem pressionar a inflação, destacam-se a volatilidade cambial, a resiliência do setor de serviços, os impactos do El Niño, choques no preço do petróleo e a desancoragem das expectativas para 2027 e 2028.

Notícias Relacionadas