Economia

Bancos injetam R$ 32,5 bilhões no Fundo Garantidor para cobrir indenizações ao Banco Master

06 de Março de 2026 às 06:41

Bancos injetaram R$ 32,5 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos para cobrir indenizações do colapso do Banco Master. O FGC havia previsto a antecipação imediata das contribuições dos bancos associados em fevereiro, após o plano emergencial ser aprovado. As instituições financeiras descontarão as contribuições antecipadas nos recolhimentos compulsórios e liberarão cerca de R$ 30 bilhões ao longo deste ano

Bancos injetam R$ 32,5 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos para cobrir indenizações do colapso do Banco Master.

O Sistema Financeiro Nacional decidiu antecipar contribuições ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em um montante estimado em R$ 32,5 bilhões. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração do FGC e visa cobrir os pagamentos relacionados à liquidação extrajudicial do Banco Master.

As instituições financeiras irão descontar dos recolhimentos compulsórios as contribuições antecipadas ao fundo, o que pode liberar cerca de R$ 30 bilhões para elas ao longo deste ano. A medida foi autorizada pelo Banco Central (BC) e não deverá ter impacto na economia.

O FGC já havia aprovado um plano emergencial em fevereiro para cobrir o rombo deixado pelo Banco Master, prevendo a antecipação imediata do equivalente a cinco anos de contribuições futuras dos bancos associados. O cronograma inclui novos adiantamentos ao longo dos próximos anos.

O colapso financeiro do Banco Master foi motivado por um esquema de fraudes bilionárias, estimadas em cerca de R$ 17 bilhões, que incluía a criação de carteiras de crédito falsas e tentativas de vender esses ativos fictícios ao Banco de Brasília (BRB). O FGC assumiu o papel de ressarcir os investidores afetados, em um montante de aproximadamente R$ 40,6 bilhões para cobrir as garantias de cerca de 1,6 milhão de credores.

O dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero e está atualmente sob medida cautelar. As investigações também resultaram no afastamento de funcionários do Banco Central e na liquidação de outras instituições ligadas ao esquema.

Até o momento, o FGC desembolsou R$ 38,4 bilhões em garantias a credores do conglomerado financeiro. Cerca de 675 mil credores já receberam os pagamentos, correspondendo a cerca de 87% do número total de beneficiários.

Com informações de Agência Brasil

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