Boletim Focus indica redução na estimativa de crescimento do PIB para 2026
O Boletim Focus do Banco Central reduziu a projeção do PIB para 2026 para 1,92% e a do IPCA para 5,01%. A estimativa da taxa Selic para o mesmo ano foi mantida em 13,75%, enquanto o dólar permanece projetado em R$ 5,20

As projeções do mercado financeiro para a economia brasileira indicam uma redução na estimativa de crescimento do PIB e uma leve queda na previsão da inflação para 2026. Os dados, divulgados nesta segunda-feira (31) pelo Banco Central por meio do Boletim Focus, mostram que a expectativa para o Produto Interno Bruto caiu para 1,92%, recuando do patamar de 1,95% registrado na semana anterior.
Para o período entre 2027 e 2029, as previsões de expansão econômica permanecem estáveis em 1,50%, 1,98% e 2%, respectivamente.
Inflação e Metas
O IPCA, índice oficial de inflação, teve sua projeção para 2026 ajustada para 5,01%, contra os 5,02% previstos anteriormente. Já para 2027, a estimativa subiu levemente, passando de 4,25% para 4,28%. Para os anos de 2028 e 2029, as projeções mantêm-se em 3,80% e 3,50%.
Atualmente, o acumulado de 12 meses do IPCA está em 4,44%, número que, segundo dados de julho do IBGE, posiciona o indicador dentro da meta estabelecida pelo governo.
Taxa de Juros
A estimativa para a taxa Selic ao final de 2026 foi mantida em 13,75%. No momento, a taxa básica de juros está fixada em 14% ao ano, patamar definido em reunião do Copom no dia 5 de agosto, sob a justificativa de prudência diante de incertezas, apesar da desaceleração inflacionária.
As projeções para os anos seguintes indicam uma trajetória de queda nos juros:
- 2027: 12%
- 2028: 10,5%
- 2029: 10%
Câmbio e Dólar
A cotação do dólar para o fechamento de 2026 permanece projetada em R$ 5,20, repetindo a previsão de quatro semanas atrás. Para 2027 e 2028, a expectativa é de que a moeda norte-americana suba para R$ 5,30, atingindo R$ 5,36 em 2029.
A variação cambial impacta a economia nacional de forma distinta: a alta da moeda estrangeira encarece importações e pressiona a inflação, mas torna as exportações brasileiras mais competitivas. Inversamente, a valorização do real reduz o custo de produtos importados, aliviando a inflação, porém aumenta a concorrência para a indústria doméstica.