Brasil cria 73 mil postos de trabalho formais em maio, o pior resultado desde 2020
O Brasil criou 73 mil postos de trabalho formais em maio, com 2,2 milhões de contratações e 2,13 milhões de demissões. O resultado é o menor para o mês desde 2020, totalizando 767,32 mil novas vagas entre janeiro e maio. O estoque de trabalhadores com carteira assinada chegou a 47,87 milhões ao fim do período
O Brasil registrou a criação de 73 mil postos de trabalho formais em maio, conforme dados do Ministério do Trabalho e do Emprego divulgados nesta terça-feira (30). O saldo é resultado de 2,2 milhões de contratações contra 2,13 milhões de demissões. O desempenho representa uma retração de 52,3% em comparação a janeiro de 2025, mês em que houve a abertura de 153,1 mil vagas.
Este é o pior resultado para o mês de maio desde 2020. No histórico recente do período, a geração de vagas foi de 266,7 mil em 2021, 277,8 mil em 2022, 156,2 mil em 2023, 139,8 mil em 2024 e 153,1 mil em 2025, enquanto em 2020 houve o fechamento de 398,2 mil postos. Comparações com anos anteriores a 2020 são inadequadas devido a mudanças na metodologia governamental.
No acumulado de janeiro a maio deste ano, o país somou 767,32 mil novos empregos formais. O volume é 28% inferior ao registrado no mesmo intervalo de 2025, quando foram criadas 1,07 milhão de vagas. O desempenho é o mais baixo para os primeiros seis meses de um ano desde 2020, época em que o saldo foi negativo em 1,34 milhão de postos.
O ministro Luiz Marinho atribui a queda na geração de empregos em maio à política de juros elevados e às tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Ao final de maio de 2026, o estoque de trabalhadores com carteira assinada no Brasil atingiu 47,87 milhões, superando os 47,8 milhões de abril e os 46,9 milhões registrados em maio de 2025. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam que a expansão ocorreu nos cinco setores da economia — agropecuária, construção, indústria, comércio e serviços — e em quatro das cinco regiões brasileiras: Sudeste, Nordeste, Sul e Centro-Oeste.
O salário médio de admissão em maio foi de R$ 2.384,10. O valor indica uma queda real frente aos R$ 2.402,07 de abril de 2026, embora seja superior aos R$ 2.348,12 registrados em maio do ano anterior.
Como o Caged contabiliza apenas vínculos formais, os números não são comparáveis aos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do IBGE, que abrange a informalidade. A taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio foi de 5,6%, o menor índice da série histórica para esse período.