Economia

Brasil e Suécia firmam acordo para a possível aquisição de 20 caças Gripen

04 de Junho de 2026 às 18:06

Brasil e Suécia assinaram acordo de intenções para a compra de 20 caças Gripen, modelos E e F. A cooperação prevê a fabricação nacional das aeronaves, a criação de um centro de inovação e a geração de 13 mil empregos

Brasil e Suécia firmaram, nesta quinta-feira (4), um acordo de intenções para a possível aquisição de 20 caças Gripen, nos modelos E e F, produzidos pela fabricante Saab. O montante da operação ainda não foi definido e será discutido entre o governo brasileiro e a empresa sueca.

A cooperação prevê a transferência de tecnologia para que as aeronaves sejam fabricadas em território nacional, com o objetivo de atender ao mercado da América Latina. O acordo inclui a criação de um centro de inovação voltado ao desenvolvimento e exploração de novos sistemas e equipamentos para a operação, manutenção e aprimoramento dos jatos.

O governo brasileiro estima que o programa Gripen gere 13 mil empregos, sendo 2,2 mil postos diretos e 10,8 mil indiretos, além de promover a ampliação de oportunidades econômicas e o fortalecimento da capacidade de defesa.

Esta iniciativa sucede um contrato firmado em 2014, avaliado em 4,5 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 23 bilhões na cotação atual), para a compra de 36 caças. Naquela ocasião, a Saab venceu a concorrência contra a Boeing, com o F-18 Super Hornet, e a Dassault Aviation SA, com o Rafale. A Força Aérea Brasileira (FAB) já recebeu as primeiras unidades e a previsão é que a entrega do restante da frota ocorra até 2027.

A produção local começou em 2023, por meio de uma linha de montagem estabelecida pela Embraer e Saab em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, onde serão fabricados 15 dos 36 aviões do contrato inicial. Em março deste ano, foi apresentado o primeiro caça produzido no Brasil, com nova entrega prevista para 2024.

O anúncio ocorre em um cenário de restrição orçamentária no Ministério da Defesa, que terá a supressão de R$ 4,3 bilhões em recursos este ano.

No âmbito jurídico e diplomático, o presidente Lula teve um processo suspenso no Supremo Tribunal Federal (STF) em 2022, conduzido pelo então ministro Ricardo Lewandowski, após acusações de favorecimento à fabricante sueca. Já em 2024, o Departamento de Estado dos Estados Unidos solicitou informações à Saab sobre a transação.

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