Economia

Brasil ocupa sexta posição entre os países do G20 em crescimento económico

03 de Março de 2026 às 18:06

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro atingiu R$ 12,7 trilhões em 2024 e é previsto crescer 2,3% em 2025. O Brasil ocupa a sexta posição no ranking de crescimento do G20, ultrapassando os Estados Unidos. A taxa básica de juros (Selic) permanece alta, mas o Comitê de Política Monetária pretende cortá-la na próxima reunião

ECONOMIA BRASILEIRA REGISTRA EXPANSÃO DE 2,3% EM 2025 E POSICIONA O PAÍS NA SEXTA POSIÇÃO DO RANKING DE CRESCIMENTO DO G20

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro atingiu R$ 12,7 trilhões no ano passado, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expansão de 2,3% da economia em 2025 coloca o Brasil na sexta posição do ranking de crescimento do G20. O resultado marca o quinto ano consecutivo de expansão, mas também indica desaceleração no ritmo de crescimento.

A lista liderada pela Índia com um salto de 7,5% em comparação a 2024 coloca o Brasil à frente dos Estados Unidos, maior potência econômica do mundo. No entanto, os técnicos do Ministério da Fazenda atribuem a perda de ritmo ao impacto da política monetária contracionista que impôs juros altos.

A taxa básica de juros (Selic) bateu 15% ao ano em junho e permaneceu nesse patamar até os dias atuais, o maior desde julho de 2006. A Selic influencia todas as demais taxas de juros do país e age restritivamente na economia, encarecendo operações de crédito e desestimulando investimentos.

O impacto esperado é a menor procura por produtos e serviços, o que pode esfriar a inflação. No entanto, 2025 terminou com a menor taxa de desemprego já registrada pelo IBGE. A perda de fôlego tornou-se mais evidente no segundo semestre.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central pretende cortar a Selic na próxima reunião, nos dias 17 e 18 de março. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou que o conflito no Oriente Médio envolvendo o Irã não deve impactar a redução dos juros.

A Secretaria de Política Econômica (SPE) estima que o PIB crescerá 2,3% em 2026. A desaceleração da agropecuária será compensada por maior ritmo de crescimento da indústria e dos serviços. Os técnicos enxergam a redução de juros como um incentivo para a indústria e à construção, além do crédito consignado para o trabalhador privado.

Para os serviços, a expectativa é maior crescimento impulsionado pela reforma da tributação sobre a renda e pela expansão do mercado de trabalho. A isenção de cobrança de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais também deve contribuir com o crescimento.

A previsão é que a economia em marcha lenta tende a diminuir a geração de empregos, mas no entanto, o cenário aponta uma estabilidade na atividade econômica.

Com informações de Agência Brasil

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