Economia

Brasileiros batem recorde de gastos no exterior no primeiro semestre deste ano

28 de Julho de 2026 às 11:18

Brasileiros gastaram US$ 12,61 bilhões no exterior no primeiro semestre, recorde desde 1995 e alta de 22,5% ante o ano anterior. O déficit das contas externas recuou 16,34%, totalizando US$ 27,47 bilhões. Investimentos estrangeiros diretos somaram US$ 47 bilhões no período

Brasileiros batem recorde de gastos no exterior no primeiro semestre deste ano
Ascom CCR/Aeroportos

Os brasileiros gastaram US$ 12,61 bilhões no exterior durante o primeiro semestre deste ano, conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (28). O montante representa uma alta de 22,5% em relação aos US$ 10,3 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior, estabelecendo o recorde para os seis primeiros meses de um ano desde que a série histórica foi iniciada, em 1995.

A expansão dos gastos é impulsionada pela redução na cotação da moeda norte-americana, o que reduz os custos de passagens, hospedagens e o consumo de produtos e serviços em outros países. Embora o dólar tenha encerrado a segunda-feira (27) com alta de 0,60%, cotado a R$ 5,11, a moeda apresenta um recuo acumulado de 6,87% no ano.

Esse cenário cambial é influenciado pelas tensões no Oriente Médio. A condição do Brasil como exportador de petróleo favorece a entrada de divisas, valorizando o real frente a outras economias. Somado a isso, a continuidade do crescimento da atividade econômica brasileira, ainda que em ritmo de desaceleração, atua como fator de estímulo aos gastos internacionais.

Balanço das contas externas

O déficit das contas externas do Brasil apresentou recuo de 16,34% no primeiro semestre. O saldo negativo da conta de transações correntes foi de US$ 27,47 bilhões, valor inferior ao rombo de US$ 32,85 bilhões registrado no mesmo intervalo do ano passado.

Esse indicador, que reflete a diferença entre as receitas e despesas do país, é composto por três pilares:

  • Balança comercial (troca de mercadorias);
  • Serviços (consumo de brasileiros no exterior);
  • Rendas (remessas de lucros, dividendos e juros para fora do país).

A redução do déficit está atrelada à desaceleração da economia, visto que um crescimento mais acelerado costuma elevar a demanda por produtos e serviços estrangeiros.

Investimentos Estrangeiros Diretos

No primeiro semestre de 2026, os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira somaram US$ 47 bilhões. Apesar de representar uma queda em relação ao mesmo período do ano anterior, o volume de capital estrangeiro foi suficiente para financiar o déficit em transações correntes acumulado nos dois primeiros meses do ano.

Com informações de G1

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