Economia

Brasileiros batem recorde histórico de gastos no exterior em julho com US$ 2,45 bilhões

27 de Agosto de 2026 às 09:44 2 min de leitura

Brasileiros gastaram US$ 2,45 bilhões no exterior em julho, recorde histórico divulgado pelo Banco Central. No acumulado de sete meses, as despesas somaram US$ 15,1 bilhões. O déficit das contas externas recuou 9,6% entre janeiro e julho, totalizando US$ 35,97 bilhões

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Brasileiros atingiram um recorde histórico de gastos no exterior em julho, com despesas que somaram US$ 2,45 bilhões. O dado, divulgado pelo Banco Central nesta quinta-feira (27), supera a marca anterior de US$ 2,41 bilhões, registrada em julho de 2014. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o volume de gastos também alcançou patamar inédito, totalizando US$ 15,1 bilhões.

O movimento foi impulsionado pela alta temporada de férias escolares e pela desvalorização da moeda norte-americana. O dólar encerrou julho cotado a R$ 5,0696, apresentando uma redução de 7,64% na parcial do ano, o que reduz o custo de passagens, hospedagens e consumo de serviços em moeda estrangeira. Outro fator relevante é o desempenho da economia nacional; apesar da desaceleração atual, há expectativa de nova expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026.

Balanço das contas externas

Apesar do aumento nos gastos individuais, o déficit das contas externas do Brasil recuou 9,6% entre janeiro e julho. A conta de transações correntes — composta pela balança comercial, serviços e rendas (juros, lucros e dividendos) — apresentou um saldo negativo de US$ 35,97 bilhões no período, valor inferior ao rombo de US$ 39,78 bilhões registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

A redução desse déficit está vinculada à desaceleração econômica, que diminui a demanda por produtos e serviços importados. No entanto, a análise isolada de julho mostra um aumento no saldo negativo, que foi de US$ 8,11 bilhões, comparado aos US$ 6,944 bilhões no mesmo mês do ano passado.

Investimentos Estrangeiros

O fluxo de investimentos estrangeiros diretos no Brasil cresceu nos sete primeiros meses de 2026, somando US$ 54,44 bilhões, contra US$ 43,74 bilhões no mesmo período do ano anterior. Esse montante foi suficiente para cobrir o déficit registrado nas transações correntes de janeiro a julho.

Especificamente no mês de julho, a entrada de capital estrangeiro foi de US$ 7,46 bilhões, resultado inferior aos US$ 8,4 bilhões contabilizados em julho de 2025.

Com informações de G1

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