Economia

BYD supera Volkswagen e assume a liderança de vendas no varejo automotivo brasileiro em abril

03 de Maio de 2026 às 06:09

A BYD liderou as vendas no varejo automotivo brasileiro em abril com 14,9 mil veículos, superando a Volkswagen. O resultado foi impulsionado pelo Dolphin Mini, com 5,9 mil unidades, e pela linha Song, com 4,1 mil vendas. No volume total, a montadora somou 18,5 mil veículos e ocupa a quinta posição no ranking

A BYD assumiu a liderança de vendas no varejo automotivo brasileiro em abril, com 14,9 mil veículos comercializados em concessionárias, superando a Volkswagen, que registrou 14,8 mil unidades. O resultado é impulsionado principalmente pelo Dolphin Mini, que lidera o ranking de modelos há três meses com 5,9 mil emplacamentos, e pelos híbridos da linha Song, com 4,1 mil unidades vendidas.

No volume total de vendas, que inclui as transações diretas com frotistas e locadoras, a montadora chinesa alcançou seu melhor desempenho mensal no Brasil, somando 18,5 mil veículos. Nesse recorte geral, a empresa ocupa a quinta posição, atrás de Fiat, Volkswagen, General Motors e Hyundai.

A rápida ascensão da marca, que opera no país há quatro anos, baseia-se em preços competitivos, tecnologia de propulsão elétrica e híbrida e um portfólio que abrange desde modelos populares até SUVs de luxo. O desempenho do Dolphin Mini indica uma mudança no comportamento do consumidor, que passa a considerar veículos elétricos como primeira opção de compra devido ao custo operacional reduzido. Já a linha Song Pro e Song Plus atrai clientes que buscam a eficiência elétrica combinada à autonomia de motores a combustão.

Diante desse cenário, a Anfavea manifestou preocupação com a substituição de produtos nacionais por importados. A associação estima que a cadeia de autopeças possa sofrer impactos de R$ 103 bilhões, além de uma perda de R$ 26 bilhões na arrecadação governamental. Como resposta, as montadoras tradicionais solicitaram ao governo a implementação de cotas de importação para veículos híbridos e elétricos.

Para mitigar as críticas sobre a geração de empregos no exterior, a BYD iniciou a finalização da produção de automóveis em sua planta de Camaçari, na Bahia, utilizando kits parcialmente montados vindos da China. A estratégia visa reduzir custos logísticos e aumentar progressivamente o conteúdo nacional dos veículos. Contudo, a indústria local argumenta que a maior parte do valor agregado, como baterias e sistemas eletrônicos, permanece concentrada na China devido à integração vertical da empresa.

Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, defende que a atuação da marca democratiza o acesso à tecnologia elétrica para a população. A meta da companhia é se tornar a marca líder absoluta no mercado brasileiro, considerando todos os canais de venda, até 2030.

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