Economia

Caixa Econômica Federal registra lucro de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026

15 de Maio de 2026 às 06:11

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 34,4% anual. O resultado foi influenciado por provisões para perdas com crédito de R$ 6,5 bilhões e inadimplência de 3,71%. A carteira total de crédito do banco cresceu 11,3% em 12 meses, atingindo R$ 1,41 trilhão

Caixa Econômica Federal registra lucro de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026
© MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

A Caixa Econômica Federal encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões. O montante representa uma retração de 34,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior, embora registre alta de 25,4% em relação a dezembro. O resultado foi impactado por provisões para perdas com crédito que somaram R$ 6,5 bilhões, crescimento de 225% em 12 meses.

A elevação das reservas financeiras para cobrir eventuais calotes decorre de novas normas do Banco Central, que passaram a exigir a contabilização de perdas esperadas nas operações, e não apenas as perdas já registradas. A instituição afirma que esse movimento faz parte de uma transição regulatória e não indica deterioração da qualidade da carteira de crédito. No mesmo período, o índice de inadimplência atingiu 3,71%, alta de 1,22 ponto percentual em um ano.

Apesar da queda no lucro, a carteira total de crédito do banco cresceu 11,3% em 12 meses, alcançando R$ 1,41 trilhão, com alta de 2,3% frente a dezembro. O segmento imobiliário, onde a Caixa detém 68% de participação, soma R$ 966,2 bilhões, expansão de 13,9% anualmente. Somente no primeiro trimestre, as contratações habitacionais totalizaram R$ 64,2 bilhões.

No detalhamento por segmento, a carteira de pessoa física subiu 10,4% em um ano, chegando a R$ 154,9 bilhões. Desse total, R$ 114,2 bilhões referem-se ao crédito consignado, que representa 73,7% da modalidade PF. Já a carteira de pessoa jurídica cresceu 8,8%, totalizando R$ 114,3 bilhões, enquanto o agronegócio registrou saldo de R$ 64,9 bilhões, alta de 2,2% em 12 meses.

No campo operacional, a margem financeira subiu 11,8%, atingindo R$ 18,3 bilhões, e a receita com serviços cresceu 12,5%, somando R$ 7,4 bilhões. As despesas operacionais foram de R$ 11,5 bilhões, aumento de 6% no período.

A estrutura financeira da instituição fechou o trimestre com ativos totais de R$ 2,4 trilhões, alta de 12,9% em um ano. As captações totais somaram R$ 2 trilhões, crescimento de 13,7%, e o patrimônio líquido atingiu R$ 153,2 bilhões, com expansão de 8,5% nos últimos 12 meses.

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