Caixa Econômica Federal registra lucro recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026
A Caixa Econômica Federal obteve lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 5,9% anual. A carteira de crédito atingiu R$ 1,448 trilhão em junho, enquanto a inadimplência subiu para 3,64%. As provisões para perdas de crédito somaram R$ 6,97 bilhões no período

A Caixa Econômica Federal encerrou o segundo trimestre de 2026 com um lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões. O resultado representa uma alta de 5,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior e um crescimento de 12,4% em relação ao primeiro trimestre do ano. No entanto, o acumulado do primeiro semestre revela um recuo de 17,6% no lucro recorrente em 12 meses, totalizando R$ 7,4 bilhões.
No período trimestral, a margem financeira do banco, referente aos ganhos com operações de juros, subiu 20,2% anualmente, atingindo R$ 19,7 bilhões. A receita proveniente da prestação de serviços também cresceu 12,9% em um ano, somando R$ 7,54 bilhões, enquanto as despesas administrativas registraram alta de 5,9%, totalizando R$ 11,44 bilhões.
Expansão da carteira de crédito
O volume total de crédito da instituição alcançou R$ 1,448 trilhão em junho, o que significa um aumento de 11,9% em doze meses e de 2,7% no trimestre. O desempenho foi impulsionado pelos seguintes segmentos:
- Crédito imobiliário: R$ 1,005 trilhão (alta de 15% em um ano).
- Crédito para pessoas físicas: R$ 156,5 bilhões (alta de 8,7% em 12 meses).
- Crédito para empresas: R$ 113,9 bilhões (alta de 6,5%).
O setor habitacional segue como a principal atividade do banco, detendo 69,4% da carteira total e mantendo uma participação de aproximadamente 68% no mercado. Entre abril e junho, as contratações de financiamento imobiliário somaram R$ 137,6 bilhões, um salto de 29,3% na comparação anual.
Inadimplência e provisões
Apesar da expansão dos empréstimos, o índice de inadimplência (atrasos superiores a 90 dias) subiu para 3,64%, superando os 2,66% registrados no mesmo período do ano anterior. O cenário é mais crítico no agronegócio, onde a inadimplência saltou de 7,02% no segundo trimestre de 2025 para 20,74%.
A distribuição dos índices de atraso por modalidade ficou assim:
- Infraestrutura: 0,03%
- Crédito imobiliário: 1,45%
- Pessoas físicas: 6,29%
- Pessoas jurídicas: 14,05%
Para mitigar os riscos, a Caixa elevou as provisões para perdas de crédito, que somaram R$ 6,97 bilhões no trimestre — um aumento de 97,6% em relação a 2025 e de 6,9% frente ao primeiro trimestre de 2026. A instituição destaca que a estabilidade do crédito é sustentada pela forte concentração em operações com garantias e financiamentos habitacionais.
Indicadores de rentabilidade
A rentabilidade do banco apresentou queda, com o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) fixado em 9,16%, o que representa uma redução de 2,7 pontos percentuais em comparação a junho de 2025.