Economia

CMN eleva teto de remuneração para o quinto leilão do programa Eco Invest Brasil

28 de Agosto de 2026 às 10:30 2 min de leitura

O Conselho Monetário Nacional elevou para 4% ao ano o teto de remuneração do quinto leilão do programa Eco Invest Brasil. A medida visa ampliar o financiamento de projetos de transformação ecológica e economia de baixo carbono

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CMN eleva teto de remuneração para o quinto leilão do programa Eco Invest Brasil
© ARQUIVO/ELZA FIÚZA/ABR

O Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou o teto de remuneração para o quinto leilão do programa Eco Invest Brasil, medida que visa ampliar o financiamento de projetos voltados à transformação ecológica. Com a nova regra, aprovada em reunião extraordinária nesta quinta-feira (27), o custo total da operação passa a ter um limite de 4% ao ano, valor que engloba a remuneração fixa de 1% ao ano aplicada aos recursos da linha.

Estrutura de custos e remuneração

Os percentuais estabelecidos pelo CMN funcionam como tetos, e não como taxas fixas, com exceção do índice de 1% ao ano. Na prática, a instituição financeira pode receber menos de 3% ao ano, a depender dos contratos firmados e das condições específicas de cada operação.

A flexibilização da remuneração justifica-se pela complexidade da gestão dos fundos de inovação, que exige das instituições financeiras responsabilidades superiores às de um crédito convencional. As entidades vencedoras do leilão ficam encarregadas de:

  • Estruturar e operar os fundos;
  • Coordenar prestadores de serviços;
  • Definir e monitorar a governança;
  • Realizar controles financeiros;
  • Acompanhar os recursos durante todo o ciclo de investimento.

Foco em economia de baixo carbono

Os recursos destinados ao quinto leilão do Eco Invest Brasil serão aplicados em cadeias produtivas estratégicas para a economia de baixo carbono. O objetivo é estimular a concorrência entre instituições financeiras e aprimorar a estruturação de projetos em setores como:

  • Fertilizantes verdes e química verde;
  • Combustíveis verdes avançados e biomateriais;
  • Automação e inteligência artificial na indústria;
  • Baterias, armazenamento de energia e beneficiamento de minerais críticos;
  • Circularidade e reaproveitamento de resíduos.

A decisão foi tomada pelo colegiado composto pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Com informações de Agência Brasil

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