Economia

Comércio entre Brasil e Asean cresce dez vezes e atinge 38 bilhões de dólares em 2025

18 de Agosto de 2026 às 18:01

O comércio entre Brasil e Asean cresceu de US$ 3 bilhões em 2003 para US$ 38 bilhões em 2025. O chanceler Mauro Vieira manifestou interesse em tornar o país parceiro de diálogo do bloco asiático. O secretário-geral Kao Kim Hourn cumpre agenda no Brasil até sexta-feira (21)

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Comércio entre Brasil e Asean cresce dez vezes e atinge 38 bilhões de dólares em 2025
© FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

O comércio entre o Brasil e a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) registrou um crescimento expressivo, saltando de US$ 3 bilhões em 2003 para US$ 38 bilhões em 2025. Diante dessa expansão, que representa um aumento de dez vezes no volume de negócios, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, projeta que as trocas comerciais com o bloco asiático superem as realizadas com a União Europeia e os Estados Unidos em um futuro próximo.

A estratégia de intensificar a relação com a Asean ocorre enquanto o governo brasileiro busca diversificar seus destinos de exportação para mitigar os efeitos econômicos de tarifas impostas pelos Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump.

Ampliação de parcerias e status diplomático

Durante reunião em Brasília nesta terça-feira (18), o chanceler Mauro Vieira manifestou o interesse de que o Brasil seja reconhecido como parceiro de diálogo da Asean. Atualmente, esse status é exclusivo de potências como China, Índia, Japão, Rússia, Canadá, Austrália, Coreia do Sul, União Europeia e Estados Unidos.

O ministro destacou que a aproximação visa fortalecer o Sul Global, ampliar o fluxo de investimentos e promover o desenvolvimento sustentável entre as regiões.

Potencial econômico e agendas bilaterais

O secretário-geral da Asean, Kao Kim Hourn, cumpre agenda no Brasil até sexta-feira (21), com encontros previstos com empresários, acadêmicos e ministros de Estado. O cambojano ressaltou que a parceria com o Brasil é uma das mais dinâmicas na América Latina, apontando oportunidades de cooperação em setores estratégicos:

  • Agricultura e segurança alimentar;
  • Energia renovável e ação climática;
  • Inovação e comércio.

O bloco, composto por 11 países — incluindo Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Timor Leste e Camboja —, apresenta indicadores de crescimento robustos. Nos últimos dez anos, o Produto Interno Bruto (PIB) somado dos Estados-membros dobrou, passando de US$ 2,5 bilhões para US$ 4,5 bilhões, abrangendo um mercado consumidor de mais de 700 milhões de habitantes.

Kao Kim Hourn enfatizou que a cooperação entre as nações é fundamental para que países emergentes e desenvolvidos enfrentem desafios comuns por meio do multilateralismo e do diálogo internacional.

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