Economia

Comissão Europeia abre seleção para a implementação de sete fábricas de inteligência artificial na Europa

07 de Agosto de 2026 às 12:06

A Comissão Europeia abriu seleção para implantar até sete fábricas de inteligência artificial na Europa, com investimentos superiores a 30 bilhões de euros. O projeto, parte da estratégia InvestAI, prevê a atribuição das unidades no início de 2027. A Espanha manifestou interesse em sediar uma instalação via consórcio público-privado com aporte estimado de 5 bilhões de euros

Comissão Europeia abre seleção para a implementação de sete fábricas de inteligência artificial na Europa
123RF/Peshkova/Servimedia

A Comissão Europeia abriu, em 30 de julho, um processo de seleção para a implementação de até sete fábricas de inteligência artificial no continente europeu. A iniciativa integra a estratégia InvestAI, que visa mobilizar mais de 30 bilhões de euros em investimentos públicos e privados, com a previsão de que as instalações sejam atribuídas no início de 2027.

O objetivo central do projeto é expandir a capacidade de computação avançada da Europa, reduzindo a dependência de tecnologias externas e permitindo o treinamento de modelos de IA sofisticados. Esses recursos serão disponibilizados para administrações públicas, centros de pesquisa, universidades e empresas.

Impacto setorial e infraestrutura

A criação dessas unidades demanda a estruturação de um ecossistema industrial robusto. O desenvolvimento dessas infraestruturas impulsiona a atividade econômica em setores como cibersegurança, cloud computing, telecomunicações, energia e centros de dados, exigindo aportes massivos em sistemas de refrigeração, redes de alta capacidade e armazenamento de dados.

A meta é estabelecer uma cadeia de valor que viabilize a aplicação da inteligência artificial em áreas estratégicas, incluindo:

  • Saúde;
  • Energia;
  • Infraestruturas;
  • Serviços públicos e indústria.

Perspectivas na Espanha

A Espanha manifestou interesse em sediar uma dessas unidades por meio de um consórcio público-privado, que deve reunir Telefónica, Santander e ACS. O projeto espanhol estima um investimento próximo a 5 bilhões de euros, fundamentado na disponibilidade de energia, na rede de fibra óptica e no ecossistema tecnológico do país.

Paralelamente, a Associação Espanhola de Centros de Dados (SpainDC) projeta que a digitalização e a expansão da nuvem podem atrair até 66,9 bilhões de euros em investimentos diretos e indiretos até 2030, com a criação de mais de 16 mil empregos vinculados ao setor de centros de dados.

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