Core Power estuda a implementação de reatores nucleares modulares em navios para gerar eletricidade
A Core Power estuda a viabilidade de instalar reatores modulares mPower, da BWX Technologies, em navios para criar usinas nucleares flutuantes. O projeto prevê a produção de 195 megawatts de eletricidade por unidade para abastecer redes elétricas, indústrias ou dessalinização. A análise técnica avalia a integração naval, a regulação e a viabilidade econômica do sistema
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A Core Power, empresa com operações em Washington e Londres, iniciou um estudo de viabilidade para a implementação de reatores modulares pequenos em navios. O projeto prevê a transformação de embarcações especializadas em usinas nucleares flutuantes, visando suprir a crescente demanda por eletricidade que, no momento, supera a oferta e torna os prazos das infraestruturas convencionais insuficientes.
A análise técnica baseia-se no reator mPower, da BWX Technologies. O equipamento utiliza um design de água a pressão integral de geração III+, com capacidade de produção de 195 megawatts de eletricidade e 575 megawatts térmicos por unidade. Essa potência é dimensionada para alimentar redes elétricas, plantas de dessalinização ou processos industriais.
A estratégia central consiste em deslocar a construção da infraestrutura para estaleiros, em ambientes industriais controlados, eliminando a dependência de obras civis prolongadas e processos de planejamento locais típicos de usinas terrestres. Após a fabricação, as unidades seriam transportadas por rebocadores para portos, regiões costeiras com déficit de abastecimento, territórios remotos ou áreas industriais.
Mikal Bøe, CEO da Core Power, afirma que a integração de sistemas nucleares em navios entrega energia confiável para nações e indústrias, reduzindo riscos de entrega e superando gargalos de infraestrutura por meio da repetição do processo de fabricação.
Nesta fase preliminar, a Core Power financiará a avaliação e aportará conhecimento em arquitetura comercial, integração de sistemas navais e logística marítima, enquanto a BWX Technologies fornece o design do reator. O estudo abrange a engenharia de sistemas, intercâmbio de dados técnicos, definição de requisitos do produto, conceito operacional e integração marítima.
A viabilidade do projeto depende de uma análise tecnoeconômica para validar se o custo por quilowatt justifica a continuidade do plano. O processo também inclui a avaliação regulatória, necessária para coordenar normas atômicas, protocolos de segurança, seguros, financiamento e requisitos navais, dada a complexidade de combinar mobilidade marítima com geração de energia nuclear em larga escala.