Economia

Correios adiam para julho de 2026 etapas do plano de reestruturação após questionamentos sindicais

09 de Julho de 2026 às 15:04

Os Correios adiaram para 31 de julho de 2026 etapas de reestruturação que incluem o fechamento de agências e alterações remuneratórias. A medida suspende a retirada de gratificações e a implementação de novo sistema de carga de trabalho. Uma mesa de negociação com sindicatos e mediação da Presidência da República inicia-se esta semana

Os Correios adiaram para 31 de julho de 2026 a execução de etapas do seu plano de reestruturação, que prevê o encerramento de agências e mudanças na remuneração de atendentes. A decisão, comunicada nesta terça-feira (7) via carta à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT), ocorre após questionamentos sindicais sobre os impactos dessas medidas.

A suspensão temporária, definida após reunião em 6 de julho, interrompe a retirada do Adicional de Atendimento em Guichê (AAG) e da verba de "Quebra de Caixa", além de paralisar a implementação do Sistema de Dimensionamento (SDD), modelo voltado à distribuição da carga de trabalho. O fechamento de unidades também foi pausado, exceto para agências já extintas ou em fase avançada de desativação.

A estratégia de reestruturação visa reverter a crise econômico-financeira da estatal, iniciada em meados de 2022. Segundo balanço divulgado em junho, a empresa acumulou um prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Para buscar o reequilíbrio fiscal e retomar a lucratividade, a diretoria estabeleceu três eixos de atuação: a renegociação e captação de recursos, a otimização de ativos e a redução de gastos administrativos e com pessoal.

Para deliberar sobre os pontos suspensos, a estatal propôs a criação de uma mesa de negociação com início previsto para esta semana. O grupo de discussão contará com representantes da empresa e das federações de trabalhadores, sob a mediação da Secretaria-Geral da Presidência da República. O objetivo é concluir as tratativas até o fim do mês.

Com informações de G1

Notícias Relacionadas