Economia

Crise no Oriente Médio impulsiona busca por alternativas de estoques americanos para abastecer refinarias

07 de Março de 2026 às 12:46

Petroleiros buscam alternativas após crise no Oriente Médio reduzir estoques americanos. Contratos futuros do petróleo nos EUA aumentaram mais de 12% na sexta-feira, atingindo US$ 92,69 por barril. Com o conflito continuando, é provável que o petróleo continue subindo e possivelmente ultrapasse os US$100 por barril nos próximos dias

Petroleiros buscam alternativas após crise no Oriente Médio reduzir estoques americanos

A alta dos contratos futuros do petróleo nos EUA, que subiram mais de 12% na sexta-feira (6), pode ser atribuída à busca por barris disponíveis em meio ao fechamento efetivo do Estreito de Ormuz. A guerra entre os EUA e Israel contra o Irã tem limitado a oferta do Oriente Médio, levando compradores a buscar alternativas.

Os contratos futuros do petróleo Brent chegaram a US$ 92,69 por barril, com alta de US$ 7,28 (8,52%), enquanto o West Texas Intermediate (WTI) terminou em US$ 90,90 por barril. O WTI registrou uma alta de US$ 9,89 ou 12,21%.

Giovanni Staunovo, analista do UBS, destaca que os refinadores e as casas comerciais estão procurando barris alternativos nos EUA. "Os EUA são o maior produtor", diz ele.

Janiv Shah, vice-presidente de análise de petróleo da Rystad Energy, identifica fatores como a divergência entre ganhos do WTI e Brent nas quintas-feiras passadas. Segundo Shah, há força potencial das refinarias na Costa do Golfo dos EUA sobre as margens e arbitragens para a Europa.

O conflito no Oriente Médio interrompeu o transporte marítimo e as exportações de energia pelo Estreito de Ormuz, com cerca de 140 milhões de barris não chegando ao mercado. Isso representa cerca de um dia da demanda global.

A crise também afetou a produção e forçou fechamento em refinarias e usinas no Oriente Médio. John Kilduff, sócio da Again Capital, descreve o cenário como "o pior possível". O ministro de energia do Catar prevê que os produtores podem alcançar US$ 150 por barril se fecharem as exportações em semanas.

A alta semanal foi a maior desde a pandemia de covid-19 em 2020. Com o conflito continuando, é provável que o petróleo continue subindo e possivelmente ultrapasse os US$100 por barril nos próximos dias.

Com informações de Agência Brasil

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