Economia

Dívida Pública Federal atinge R$ 9,293 trilhões e mantém estabilidade em agosto

29 de Setembro de 2026 às 06:56 3 min de leitura

A Dívida Pública Federal fechou agosto em R$ 9,293 trilhões, com alta de 0,04% frente a julho, segundo o Tesouro Nacional. O saldo foi impactado por R$ 88,39 bilhões em juros, enquanto títulos vinculados à Selic atingiram 52,74% da composição total

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Dívida Pública Federal atinge R$ 9,293 trilhões e mantém estabilidade em agosto
© MARCELLO CASAL JRAGÊNCIA BRASIL

A Dívida Pública Federal (DPF) encerrou agosto com estabilidade, atingindo o montante de R$ 9,293 trilhões, o que representa uma variação positiva de 0,04% em relação aos R$ 9,289 trilhões registrados em julho. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (28) pelo Tesouro Nacional.

O estoque da dívida manteve a tendência de alta mesmo com a estratégia de resgate líquido de R$ 84,43 bilhões em títulos. O movimento foi neutralizado pela incorporação de R$ 88,39 bilhões em juros, valor que superou a redução provocada pelos resgates e elevou o saldo devedor.

Composição e Indexadores

O relatório aponta que a maior concentração do endividamento permanece no mercado doméstico. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) recuou 0,05%, fechando o mês em R$ 8,944 trilhões. Em contrapartida, a Dívida Pública Federal externa (DPFe) cresceu 2,41%, totalizando R$ 348,26 bilhões, divididos entre R$ 299,70 bilhões em títulos mobiliários e R$ 48,56 bilhões em dívida contratual.

Houve um aumento expressivo na exposição aos títulos vinculados à Taxa Selic, que alcançaram 52,74% da composição total em agosto, superando os 51,11% de julho e estabelecendo o maior patamar da série histórica. A distribuição dos papéis ficou assim definida:

  • Taxa flutuante (Selic): 52,74%
  • Indexados à inflação: 23,22%
  • Prefixados: 20,31%
  • Cambiais: 3,74%

Essa configuração reflete o ambiente de juros elevados e a volatilidade internacional. O Plano Anual de Financiamento (PAF) para 2026 projeta que a participação de títulos atrelados à Selic fique entre 49% e 53%, estimativa que foi revisada para cima no mês anterior.

Prazos e Custos

O perfil da dívida apresentou melhora no prazo médio, que subiu de 4,05 anos para 4,10 anos. Simultaneamente, a fatia de títulos com vencimento em até 12 meses recuou de 18,91% para 16,39%. Já o custo médio acumulado em 12 meses registrou alta, passando de 12,45% ao ano em julho para 12,59% ao ano em agosto.

Liquidez e Investidores

A reserva de liquidez do Tesouro Nacional, utilizada para o pagamento de compromissos e composta por recursos em caixa e emissões de títulos, sofreu redução nominal de 11,89%. O volume caiu de R$ 1,37 trilhão para R$ 1,208 trilhão, montante que o órgão considera suficiente para cobrir 7,18 meses de vencimentos.

Quanto ao perfil dos detentores dos títulos internos, houve avanço da participação de investidores estrangeiros, que passaram de 9,82% para 9,91%, elevando o estoque em poder de não residentes para R$ 886,3 bilhões. A distribuição do estoque entre as instituições é a seguinte:

DetentorParticipação
Instituições financeiras31,22%
Previdência22,63%
Fundos de investimento22,52%
Seguradoras3,34%

Projeções para 2026

O Tesouro Nacional mantém a estimativa de que a Dívida Pública Federal termine o ano de 2026 em um intervalo entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. A intenção do órgão é reduzir a dependência de títulos de taxa flutuante, desde que o país retome a geração de superávits primários de forma estrutural.

Com informações de Agência Brasil

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