Dívida pública federal brasileira chega a R$8.641 trilhões em janeiro
A dívida pública federal brasileira aumentou em janeiro para R$ 8.641 trilhões, após passar por um aumento leve de 0,07%. O vencimento de papéis prefixados foi significativo no mês passado, mas os juros altos impediram a queda da dívida. A composição da dívida pública sofreu alterações com o aumento dos papéis vinculados à Selic para 49,42% e diminuição dos prefixados para 20,65%
A dívida pública federal brasileira apresentou um aumento leve em janeiro de 0,07%, passando de R$ 8,635 trilhões para R$ 8,641 trilhões. Embora o vencimento de papéis prefixados tenha sido significativo no mês passado, os juros altos impediram a queda da dívida pública.
De acordo com números do Tesouro Nacional, em janeiro foram emitidos R$ 145,87 bilhões em títulos da DPMFi e resgatados R$ 212,89 bilhões. A composição da dívida pública também sofreu alterações: os papéis vinculados à Selic aumentaram para 49,42%, enquanto os prefixados diminuíram para 20,65%.
O colchão da dívida pública caiu pela segunda vez consecutiva e atualmente cobre apenas seis meses de vencimentos. A expectativa é que as reservas subam nos próximos meses em decorrência do baixo volume de vencimentos.
A participação dos não residentes (estrangeiros) na dívida pública aumentou para 10,69% no mês passado, após diminuir em dezembro. A composição da dívida pública é composta por instituições financeiras (31,92%), fundos de pensão (22,66%), fundos de investimentos (21,36%) e outros grupos.
O prazo médio da DPF aumentou para 4 anos e três meses em janeiro. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública.
A expectativa é de que os títulos encerrem 2026 nos seguintes intervalos: papéis vinculados à Selic entre 46% e 50%, corrigidos pela inflação entre 23% e 27%, prefixados entre 21% e 25%, e vinculados ao câmbio entre 3% a 7%.
A dívida pública é composta por títulos com taxas definidas no momento da emissão, como os papéis prefixados. Esses indicam mais previsibilidade para a dívida pública, mas em momentos de instabilidade no mercado financeiro as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos.
A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa. O governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros, comprometendo-se a devolver os recursos depois de alguns anos com alguma correção.
A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna ficou a seguinte: instituições financeiras 31,92%, fundos de pensão 22,66%, fundos de investimentos 21,36% e outros grupos.