Economia

Divisão de chips da Amazon projeta receita anual superior aos resultados da Intel e AMD

10 de Abril de 2026 às 15:11

A divisão de chips da Amazon projeta receita recorrente anual de 50 bilhões de dólares com as CPUs Graviton e chips Trainium. A estratégia foca em custo-benefício e desempenho para reduzir a dependência de fornecedores externos. A empresa planeja investir centenas de bilhões de dólares e cogita vender racks para terceiros

Divisão de chips da Amazon projeta receita anual superior aos resultados da Intel e AMD
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A divisão de chips personalizados da Amazon projeta alcançar uma receita recorrente anual (ARR) de 50 bilhões de dólares, valor que supera os resultados atuais da Intel e da AMD. O montante reflete o potencial de mercado caso a operação fosse convertida em uma entidade independente de fornecimento de capacidade de computação, nos moldes da NVIDIA.

O crescimento dessa vertente é impulsionado pelas CPUs Graviton e pelos chips Trainium, integrados aos serviços de nuvem da AWS. Andy Jassy, CEO da companhia, destaca que a arquitetura de circuitos integrados de aplicação específica (ASIC) da Amazon oferece uma vantagem superior em termos de custo-benefício e desempenho quando comparada às soluções da NVIDIA. Embora a empresa mantenha a parceria com a fabricante de GPUs, Jassy argumenta que o Trainium atende melhor à demanda dos clientes por eficiência financeira e performance.

No segmento de processadores, a AWS consolidou a dominância dos chips Graviton, baseados em ARM, reduzindo a participação de mercado da Intel em sua infraestrutura. Movimento semelhante é observado agora nos processos de treinamento e inferência de inteligência artificial, onde o Trainium assume papel central.

Essa estratégia de silício próprio surge como resposta à crise de capacidade de computação global, em que a infraestrutura disponível não supre a demanda por serviços de IA. O desenvolvimento interno não visa a substituição total de fornecedores tradicionais, mas a mitigação da dependência de fabricantes de GPUs para preencher lacunas operacionais.

Com investimentos planejados na casa dos centenas de bilhões de dólares, a Amazon sinalizou a possibilidade de vender seus racks para clientes terceiros, o que a colocaria em concorrência direta com a NVIDIA e outras empresas do setor. Atualmente, a capacidade de computação gerada por esses chips personalizados permanece restrita ao ecossistema da AWS.

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