Economia

Dólar atinge R$ 5,30 e Ibovespa recua mais de 2% em dia marcado por tensão financeira global

22 de Março de 2026 às 04:56

O dólar comercial atingiu R$ 5,309 na sexta-feira (20), com alta de R$ 0,093 (+1,79%) em relação à abertura. O Ibovespa recuou 2,25% e chegou ao menor nível desde janeiro de 2022. A bolsa brasileira acumulava perda de 6,66% no mês de março

Dólar supera R$ 5,30 e Ibovespa recua mais de 2% em dia de tensão financeira global. O dólar comercial encerrou sexta-feira (20) vendido a R$ 5,309, com alta de R$ 0,093 (+1,79%) em relação à abertura dos mercados nos Estados Unidos.

A instabilidade no mercado financeiro refletiu-se na queda do Ibovespa. O índice da B3 fechou o dia aos 176.219 pontos, com uma redução de 2,25% e chegando ao menor nível desde janeiro de 22. A bolsa brasileira recuou 0,81%, acumulando perda de 6,66% em março.

A valorização global do dólar foi impulsionada pela alta dos juros nos Estados Unidos. Investidores passaram a considerar que o Federal Reserve (Fed) pode adotar uma postura mais rígida diante da inflação provocada pelo encarecimento de energia, pressionando ativos de maior risco.

A tensão global se intensificou com o avanço das hostilidades no Oriente Médio e a ameaça ao fornecimento de petróleo. O Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte do combustível, é considerado um ponto crítico na incerteza dos preços.

O Brent, referência global nos contratos internacionais de petróleo, fechou acima de US$ 112 por barril com alta maior que 3%. Relatórios financeiros indicam que a interrupção prolongada no fluxo do combustível pode manter os preços elevados por meses, afetando negativamente a inflação global.

O real foi um dos piores desempenhos entre as moedas emergentes, refletindo saída de recursos e redução em ativos locais. A alta nos juros globais e a incerteza externa impactaram também a bolsa brasileira, com queda disseminada entre papéis sensíveis ao ciclo econômico.

Papéis de setores como construção civil e varejo foram especialmente pressionados, acompanhando a disparada dos juros no mercado futuro.

Com informações de Agência Brasil

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