Economia

Dólar e Ibovespa fecham em queda após decisão do Federal Reserve sobre taxa de juros

30 de Julho de 2026 às 06:06

O dólar caiu 0,27% (R$ 5,108) e o Ibovespa recuou 1,52% (173.885 pontos) nesta quarta-feira (29), após o Federal Reserve manter os juros americanos entre 3,50% e 3,75%. O petróleo Brent subiu 7,32% (US$ 88,09) e o WTI avançou 6,56% (US$ 84,46) devido a conflitos no Oriente Médio e queda nos estoques dos Estados Unidos

Dólar e Ibovespa fecham em queda após decisão do Federal Reserve sobre taxa de juros
© VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

O dólar encerrou a quarta-feira (29) em queda de 0,27%, cotado a R$ 5,108, enquanto o Ibovespa recuou 1,52%, fechando nos 173.885 pontos. O movimento dos ativos financeiros foi impactado pela decisão do Federal Reserve (Fed) de manter a taxa de juros dos Estados Unidos no intervalo entre 3,50% e 3,75%.

Política monetária dos Estados Unidos

A manutenção dos juros, embora prevista, gerou reações distintas no mercado. O câmbio foi impulsionado por um tom moderado de Kevin Warsh, presidente do Fed, que, apesar de manter a meta de inflação em 2%, apontou indicadores positivos para o controle de preços.

A decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) apresentou divergências internas: nove membros votaram pela manutenção da taxa, enquanto Lorie Logan, Neel Kashkari e Beth Hammack defenderam um aumento de 0,25 ponto percentual. Essa divisão, somada à cautela global, levou o S&P 500, em Nova York, a fechar com baixa de 1,55%, com investidores ainda precificando chances de alta nos juros para setembro.

Mercado de capitais e câmbio no Brasil

No cenário doméstico, a queda do dólar foi favorecida pelo aumento de operações de carry trade, motivadas pelo diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, e pelo fluxo de capital gerado pela alta do petróleo. Indicadores como o superávit da balança comercial e os dados do Caged tiveram menor influência no pregão.

Já a B3 sofreu pressão negativa, especialmente no setor bancário. A aversão ao risco global, intensificada por tensões geopolíticas e incertezas sobre a política monetária americana, contribuiu para o recuo do índice. O desempenho das ações da Petrobras mitigou a queda do Ibovespa, com valorização de 2,35% nos papéis ordinários e 1,92% nas preferenciais.

Alta do petróleo e tensões geopolíticas

O petróleo registrou forte alta, interrompendo uma sequência de baixas. O barril do tipo Brent (outubro) subiu 7,32%, atingindo US$ 88,09, enquanto o WTI (setembro) avançou 6,56%, fechando a US$ 84,46.

A disparada nos preços foi motivada por:

  • Retomada de confrontos entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio;
  • Ataques de grupos apoiados pelo Irã contra forças estadunidenses;
  • Declarações de Donald Trump sobre possíveis respostas militares;
  • Queda nos estoques semanais de petróleo nos Estados Unidos, com redução superior às expectativas do mercado.

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