Dólar fecha em queda e atinge o menor patamar desde o dia 9 de outubro
O dólar comercial fechou a sexta-feira (23) a R$ 4,993, com queda de 0,92%. O Ibovespa subiu 0,47%, atingindo 205.082,56 pontos, enquanto o petróleo Brent avançou 3,13%, cotado a US$ 116,72

O dólar comercial encerrou a sessão desta sexta-feira (23) cotado a R$ 4,993, registrando uma queda de 0,92%. O movimento levou a moeda para o menor patamar desde 9 de outubro, quando fechou a R$ 4,985, chegando a atingir a mínima de R$ 4,989 nos minutos finais do pregão. No acumulado da semana, a divisa americana apresentou desvalorização de 1,58%, revertendo a alta de 1,77% ocorrida na semana anterior.
A valorização do real ocorreu mesmo com o fortalecimento do dólar globalmente, evidenciado pela subida de 0,19% do índice DXY (101,799 pontos) por volta das 17h. O desempenho da moeda brasileira foi o melhor entre as principais divisas do mundo no período, refletindo ajustes de posição dos investidores antes do segundo turno das eleições presidenciais entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcado para domingo (25).
Mercado de Ações e Commodities
O Ibovespa fechou em alta de 0,47%, atingindo os 205.082,56 pontos, com um volume financeiro de R$ 30,7 bilhões negociados. O resultado do dia não foi suficiente para anular a queda semanal de 0,17%, influenciada pela cautela do mercado diante do pleito presidencial. No entanto, a bolsa mantém trajetórias de crescimento expressivas, com alta de 10,06% em outubro e acumulo de 27,28% em 2026.
O desempenho do índice foi impulsionado, principalmente, por papéis de mineradoras e petroleiras, que reagiram à valorização do minério de ferro e do petróleo.
Petróleo e Tensões Geopolíticas
Os contratos futuros de petróleo registraram forte alta, impulsionados pelo agravamento dos conflitos no Oriente Médio. O barril do tipo Brent para dezembro subiu 3,13%, fechando a US$ 116,72 — o maior nível desde abril. Já o tipo WTI avançou 3,82%, encerrando a US$ 103,27. Na comparação semanal, as altas foram de 6,24% para o Brent e 4,29% para o WTI.
A pressão nos preços é resultado de riscos de interrupção no fornecimento global devido a:
- Ameaças do Irã de atacar bases militares e navios de guerra em resposta a ofensivas de Israel e Estados Unidos;
- Confrontos entre a Arábia Saudita e os houthis.
Para mitigar a instabilidade no abastecimento e compensar a perda de estoques, o Departamento de Energia dos Estados Unidos autorizou a utilização de medidas ligadas à Reserva Estratégica de Petróleo.