Dólar fecha em queda e atinge o menor patamar em quase cinco meses
O dólar fechou a terça-feira (6) a R$ 4,975, com queda de 0,55%, atingindo o menor valor em quase cinco meses. O Ibovespa recuou 0,52%, encerrando aos 205.835,29 pontos, enquanto o petróleo Brent subiu 0,26%, cotado a US$ 100,58

O dólar encerrou a terça-feira (6) cotado a R$ 4,975, registrando uma queda de 0,55%. O valor representa o menor patamar da moeda americana em quase cinco meses e amplia a desvalorização do ativo no ano para 9,37%. Apenas nos dois últimos pregões, a baixa acumulada chega a 4,62%, impulsionada por um recuo de 4,12% ocorrido na segunda-feira.
Durante a manhã, a divisa apresentou maior volatilidade, atingindo a mínima de R$ 4,945 às 10h11, o que equivalia a uma baixa de 1,14% naquele momento.
Cenário cambial e externo
A valorização do real é reflexo da interpretação do mercado sobre o primeiro turno das eleições, com a expectativa de que uma troca de governo diminua o prêmio de risco dos ativos nacionais e viabilize a implementação de um ajuste fiscal.
No cenário internacional, a moeda dos Estados Unidos perdeu força frente a outras divisas de economias emergentes, como o peso chileno, o peso mexicano e o rand sul-africano. O índice DXY, que monitora o dólar em relação a seis moedas globais, fechou a tarde com recuo de 0,31%, fixado em 101,848 pontos.
Desempenho do Ibovespa
O Ibovespa fechou a sessão em queda de 0,52%, aos 205.835,29 pontos, em um movimento de realização de lucros após a valorização de 7,85% registrada na segunda-feira, quando o índice atingiu recordes históricos. O volume financeiro movimentado no dia foi de R$ 58,06 bilhões, com oscilações entre a mínima de 204.725,23 pontos e a máxima de 209.522,60 pontos.
Mesmo com o ajuste negativo, o indicador manteve-se acima dos 200 mil pontos. O desempenho acumulado do índice apresenta as seguintes marcações:
- Outubro: alta de 10,46% (após quatro pregões);
- Ano: valorização de 27,75%.
Mercado de Petróleo
As cotações do petróleo encerraram o dia com estabilidade, equilibrando a oferta da commodity e as tensões geopolíticas no Oriente Médio, especificamente as questões envolvendo a Arábia Saudita, os houthis no Iêmen e o transporte pelo Estreito de Ormuz.
O barril do tipo Brent subiu 0,26%, fechando a US$ 100,58, enquanto o WTI teve alta de 0,01%, cotado a US$ 89,44.
A alta foi limitada por indicadores de resiliência na oferta, como a confirmação do ministro de energia da Arábia Saudita de que o Oleoduto Leste-Oeste transportou 5,8 milhões de barris, apesar dos conflitos regionais. Paralelamente, o Departamento de Energia dos Estados Unidos revisou suas projeções para o Brent, estimando preços de US$ 96 por barril em 2026 e US$ 84 em 2027.