Dólar sobe para R$ 5,38 impulsionado por dados da economia dos Estados Unidos
O dólar comercial subiu 0,76%, fechando a R$ 5,387 nesta quinta-feira (29), enquanto o Ibovespa recuou 1,06%, aos 169.186,42 pontos. A alta da moeda foi influenciada pelo crescimento de 3,4% do PIB dos Estados Unidos. No Brasil, a dívida bruta do setor público atingiu 82,9% do PIB em setembro

O dólar comercial encerrou a sessão desta quinta-feira (29) com valorização de 0,76%, cotado a R$ 5,387. A moeda norte-americana atingiu a máxima de R$ 5,43 por volta das 15h30, representando uma alta de 1,56% em relação ao fechamento anterior. Apesar do movimento do dia, a divisa mantém uma queda acumulada de 1,85% no ano.
Simultaneamente, o Ibovespa registrou queda de 1,06%, fechando aos 169.186,42 pontos. O índice principal da B3 oscilou entre a mínima de 168.765,35 e a máxima de 171.402,97 pontos, consolidando a quarta sessão consecutiva de perdas.
Indicadores econômicos e cenário externo
O desempenho do câmbio foi impulsionado por dados da economia dos Estados Unidos. O Produto Interno Bruto (PIB) estadunidense cresceu 3,4% no terceiro trimestre, superando a projeção de 3,2%. No mesmo período, os gastos dos consumidores subiram 0,5% em setembro.
Quanto à inflação, o índice cheio de despesas de consumo pessoal (PCE) avançou 0,5%, enquanto o núcleo do indicador, monitorado pelo Federal Reserve (Fed), subiu 0,3%, resultado condizente com as expectativas. Esse conjunto de dados fortaleceu o dólar frente a moedas de mercados emergentes, como o real, o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano.
No mercado internacional, o S&P 500 recuou 0,3%, impactado por perdas no setor de tecnologia após os resultados da Alphabet elevarem a preocupação com os custos de investimentos em inteligência artificial. Já o índice do dólar, que compara a moeda com seis divisas, operava em queda de 0,16%, aos 101,960 pontos, às 17h07.
Pressão fiscal e política no Brasil
No âmbito interno, a volatilidade foi alimentada por incertezas sobre a composição da equipe econômica e a condução da política fiscal para o próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Dados do Banco Central intensificaram a preocupação com as contas públicas. Em setembro, a dívida bruta do setor público alcançou 82,9% do PIB, enquanto a dívida líquida subiu para 70% do PIB, superando os 69,3% registrados no mês anterior.