Dólar supera R$ 5,30 por quinta vez consecutiva após alta de juros nos EUA
O dólar comercial encerrou sexta-feira vendido a R$ 5,309 com alta de R$ 0,093 (+1,79%). A bolsa brasileira recuou 2,25% e acumula perda de 6,66% em março. O Ibovespa cai pela quarta semana consecutiva
O dólar volta a superar R$ 5,30 enquanto o Ibovespa recua mais de 2% em meio à instabilidade global. A cotação do dólar comercial encerrou sexta-feira (20) vendido a R$ 5,309 com alta de R$ 0,093 (+1,79%). O indicador está no menor nível desde janeiro.
A tensão também foi grande no mercado de ações brasileiro. A bolsa recuou 2,25% e acumula perda de 6,66% em março. Em contrapartida ao que ocorre na Bolsa americana, o Ibovespa cai pela quarta semana consecutiva.
A valorização global do dólar foi impulsionada pela alta dos juros nos Estados Unidos. O Federal Reserve (Fed) passou a ser visto como um banco central mais rígido diante da inflação provocada pelo encarecimento de energia e commodities, o que pressionou ativos de maior risco.
A tensão no Oriente Médio eleva ainda mais a incerteza global. Informações sobre possível envio de tropas dos Estados Unidos e ameaças à interrupção do fornecimento de petróleo aumentam a cautela nos mercados, reforçando temores de choque prolongado nos preços da energia.
Os contratos internacionais de petróleo registraram nova alta. O Brent fechou acima de US$ 112 por barril com aumento maior do que 3%. Relatórios financeiros indicam que os preços podem permanecer elevados em caso de interrupção prolongada no fluxo de petróleo, pressionando a inflação global.
O impacto da instabilidade externa refletiu-se também na bolsa brasileira. O real teve um dos piores desempenhos entre moedas emergentes e os juros globais afetaram o mercado doméstico com queda disseminada em setores sensíveis ao ciclo econômico.
O dólar segue firme acima de R$ 5,30 no início da semana. A valorização do ativo é um reflexo das incertezas que se acumulam sobre a política monetária americana e o conflito no Oriente Médio.