Economia

Economia brasileira cresce 0,3% no segundo trimestre impulsionada pelo consumo segundo a FGV

18 de Agosto de 2026 às 15:23

O Monitor do PIB da FGV registrou queda de 1,1% em junho e alta de 0,3% no segundo trimestre, elevando o crescimento anual para 1,8%. O resultado foi impulsionado pelo consumo, com alta de 2,6%, enquanto agropecuária, indústria e serviços desaceleraram. O PIB acumulado no primeiro semestre totalizou R$ 6,557 trilhões

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Economia brasileira cresce 0,3% no segundo trimestre impulsionada pelo consumo segundo a FGV
© FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

A economia brasileira registrou queda de 1,1% em junho, conforme aponta o Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (17). No entanto, o segundo trimestre fechou com alta de 0,3%, impulsionado pelo consumo, o que eleva o crescimento acumulado dos últimos 12 meses para 1,8%.

O resultado marca a 20ª expansão consecutiva do período, embora indique uma perda de ritmo em comparação ao primeiro trimestre de 2026, quando a alta havia sido de 1%.

Desempenho por setores e indicadores

A desaceleração da atividade econômica foi generalizada, atingindo a agropecuária, a indústria e o setor de serviços. O único segmento que manteve a trajetória de crescimento do início do ano foi o consumo, sustentado especialmente por produtos duráveis e serviços.

No detalhamento do segundo trimestre, os indicadores dessazonalizados revelam os seguintes movimentos:

  • Consumo das famílias: alta de 2,6% frente ao trimestre anterior;
  • Exportações: crescimento de 4,5%;
  • Importações: elevação de 5,7%.

A taxa de investimento da economia foi estimada em 18,5% em maio, ligeiramente abaixo dos 18,6% registrados no primeiro trimestre. Em valores correntes, a FGV estima que o PIB acumulado no primeiro semestre totalizou R$ 6,557 trilhões.

Fatores macroeconômicos e monetários

O cenário é pressionado por variáveis internas e externas, como o endividamento da população, a alta nos preços do barril de petróleo devido ao conflito no Oriente Médio e a manutenção de juros elevados.

Para conter a inflação, o Banco Central utiliza a Selic como ferramenta de controle, encarecendo o crédito para desestimular investimentos e o consumo. No início de agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) promoveu uma redução de 0,25 ponto percentual, fixando a taxa básica em 14% ao ano.

Projeções e dados oficiais

Outro termômetro da atividade econômica, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), também divulgado nesta segunda-feira (17), mostrou recuo de 0,6% em junho. O BC projeta, para o segundo trimestre, uma expansão de 0,2% e alta de 1,5% no acumulado de 12 meses.

Para o fechamento de 2026, as estimativas divergem:

  • Relatório Focus (BC): previsão de alta de 1,98%;
  • Ministério da Fazenda: projeção de crescimento de 2,3%.

O dado oficial do PIB do segundo trimestre, consolidado pelo IBGE, será divulgado no dia 1º de setembro. A última medição oficial, referente ao primeiro trimestre de 2026, havia indicado crescimento de 1,1%.

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